terça-feira, 6 de setembro de 2011

O que eu sinto

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Estou sentindo a sua falta, mas não devo lhe dizer isso, porque o que eu queria era que, sabendo disso, você confessasse que também sente a minha falta. Mas não, você não vai confessar, e não vai porque não é verdade que você está sentindo a minha falta, e, sabendo disso, você não precisa saber o que eu sinto, embora doa e essa dor me faça sentir a necessidade de abrir meu coração, na esperança de que você abra o seu e que dele saia somente aquilo que eu quero ver.


Sinto sua falta.



Postado por Bárbara

quarta-feira, 20 de julho de 2011

10 grandes vantagens de se morar só

Você pode testar a sonoridade do seu arroto sem se passar por mal educado

Você não precisa prender seu pum, porque ninguém vai sentir o cheiro

O controle da TV é só e somente seu

Você pode se esparramar na sua cama king

Você pode fazer cocô com a porta do banheiro aberta e nem precisa borrifar o bom ar para disfarçar o cheiro (eu odeio bom ar, principalmente quando misturado com cheiro de bosta)

Você pode deixar a louça suja dormir na pia por quanto tempo quiser sem ninguém pra te encher o saco e ninguém precisa saber disso

Você não precisa arrumar seu quarto todos os dias, ou dia nenhum (pra quê arrumar a cama, se você nunca está em casa e de noite vai ter que bagunçar tudo de novo? Minha mãe não entende isso)

Você pode ouvir Xuxa no último volume e ainda dançar a coreografia do Ilariê e não vai estar pagando mico por isso

Você pode falar sozinho na frente do espelho, gritar se quiser, sem se passar por louco

A melhor de todas: você não precisa pagar motel (sem contar que eu acho motel o ó. Minha cama é bem mais confortável)

Para encerrar, um bônus: você pode fumar maconha à la vonté sem precisar queimar incenso para disfarçar o cheiro.

Postado por Amanda Alarcão

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O filé de "medusa" e a voz do aeroporto

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O Clube das calcinhas acaba de entrar na fase da pilotância de fogão. Tudo começou quando o colesterol da Renata subiu e ela decidiu fazer a sua própria quentinha para levar para o trabalho.

Quatro meses se passaram e não é que a danadinha tá ficando boa nisso? E se ela pode, eu também consigo!

Filé de merluza. Existe um peixe chamado merluza? Acabei de ver no google que sim, só para confirmar. Quando eu era criança, sempre via os supermercados anunciarem promoção de filé de merluza, no intervalo da novela (adoro novelas), mas eu sempre entendia a voz da propaganda dizer "filé de medusa" e cresci acreditando que aquela mulher de cabelo de cobra era, na verdade, um bicho que vivia no mar e que as pessoas comiam cozido. Mas aí, um dia, no mercado com minha mãe (eu tinha uns 16 anos), vi um cartaz anunciando o "filé de merluza" e uma cesta cheia de pedaço de peixe. Foi aí que entendi que o que a voz da propaganda falava era merluza e não medusa.

Por falar em voz, a da propaganda sempre foi um mistério para mim, assim como a voz do Lombardi (que Deus o tenha) e a voz do aeroporto. Eu sempre ficava imaginando a cara que os donos dessas vozes tinham. Ainda fico viajando nisso. A cara da voz do aeroporto, por exemplo, é bem clara na minha cabeça: uma quarentona de rosto fino e comprido, nariz grande e afilado, lábios finos, olhos castanhos, olhar profundo e expressivo. Ela é morena, meio amarelada, daquelas que não pega sol nunca. Já imaginei que ela pudesse ser loira de pele amarela. Branquela nunca. Mas ela morena, cabelos pretos, combina mais com a voz. Os cabelos são grandes, bem grandes, volumosos, pesados, ondulações de leve, mas ela usa coque ou prende com aqueles tules de secretária, não sei o nome daquilo. Ela é alta, magra das canelas grossas, usa saia longuete cintura alta e azul marinho, scarpin preto, camisete branca de botão por dentro da saia, igual às comissárias de bordo de antigamente. Ela é bem séria, não sorri nunca, e fica escondida dentro de uma cabine invisível, porque ninguém pode vê-la. Quando era criança, achava que ela morava dentro do teto do aeroporto.

A voz da propaganda tem a cara do Luiz Gustavo em Salvador da Pátria, quando ele fazia o Juca Pirama. Usa calça social, mocassim e camisa de botão branca, meio aberta, revelando um pouco do peito cabeludo.

Depois desse "breve" relato sobre as vozes misteriosas, o file de merluza. Então. Comprei congelado e resolvi fazer para jantar, acompanhado com arroz, brócolis e batata frita. Fiz o brócolis igual à Amanda: cozinhei na água, porque também não tenho cuzcuzeiro. Refoguei o filé no shoyu e achei que era só fazer igual faz com carne ou frango, que a gente fica virando os lados até ficar bem fritinho. Fui fazer isso com o filé e ele despedaçou todo. Ô, decepção! Pelo menos ficou gostosinho.

Postado por Gabi

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Yakisoba da Alarcão

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Essa coisa de cozinhar até que tem dado certo. Ontem resolvi que queria fazer yakisoba para o almoço de hoje. O primeiro passo foi ir ao mercado comprar brócolis. Mas como é que cozinha isso? No vapor, me disseram. Como assim no vapor? Não entendo nada disso. Coloque no cuscuzeiro, ora essa! Mas eu não tenho cuscuzeiro!

Cozinhar na água foi a solução. Deu certo.

Agora vamos cortar a cebola em pétalas. Em pétalas? Sim, descamar (aprendi na internet). Coloquei a cebola no prato, enchi a boca de água e lá fui eu despetalar cebola enquanto assistia a Insensato Coração. Comecei a chorar. Não porque a Cecília fez as pazes com o Rafa, mas porque meus olhos começaram a arder. O velho truque da água na boca que minha mãe um dia me ensinou não deu certo.

E agora? Como é que faz para não chorar enquanto corta cebola? Choveram dicas no facebook. Uma me chamou bastante atenção. Interessantíssima. Colocar alguns palitos de fósforo na boca, porque aí a acidez da cebola vai para a cabeça dos palitos. Científico isso. O problema é que meu fogão é automático. Há cinco anos morando sozinha, nunca comprei palitos de fósforo. E quando falta luz? Ainda não precisei pensar nisso, e, apesar dos isqueiros em casa, vou providenciar uma caixa de fósforos para o caso das cebolas.

Cebola cortada, olhos vermelhos e irritados, hora da cenoura e do pimentão amarelo. A cenoura em rodelas e o pimentão em tiras. Enquanto isso, em insensato coração, Norma está fazendo Leo de escravo sexual. Ah, se eu tivesse um Gabriel Braga Nunes aqui em casa...

O frango já estava pronto. Aliás, esse frango merece um parêntese. É que eu havia preparado no dia anterior. Cortei em cubos, temperei e refoguei no shoyu. Tudo lindo até aí, mas como sempre acontecem pequenos desastres quando passo pela cozinha, dessa vez não haveria de ser diferente. Fui passar o frango da panela para a topwere, tropecei na mesa e caiu tudo no chão. Resultado: além de uma pia cheia de louça, ganhei um chão melecado e ainda tive que fazer o frango tudo de novo. Ai, a cozinha... juro que estou tentando me entender com ela, mas ela me testa o tempo todo e, quando menos espero, lá vem a danada e me dá uma rasteira.

Voltando ao yaki (tudo bem se, ao invés de yakisoba, eu falar yaki para economizar na digitação?), descobri que existe um molho pronto que a gente compra no supermercado. E eu achando que era só jogar tudo no shoyu. Bobinha!

Na falta do tal molho, primeiro fui buscar no google a receita caseira, mas desisti quando vi que levava óleo de gergelim, gengibre e pasta de amendoim. Quanto ao gengibre e à pasta de amendoim, tudo bem, mas óleo de gergelim? Nem sabia que existia isso.

Bom, vamos ao improviso. Na panela, coloquei uma xícara de shoyu, que precisava ficar mais docinho e consistente. Então coloquei uma colher de sopa, não muito cheia, de maisena e uma colherinha de açúcar. Era o que eu tinha em casa. Mexi até ele ganhar uma leve consistência e misturei a cenoura, a cebola, o pimentão, o brócolis e o frango (esqueci de comprar acelga). Deixei dar uma fervidinha de leve e joguei o macarrão. Dei uma mexidinha e, tchã, tchã, tchã tchã... o yaki estava prontinho da silva.

O macarrão que eu usei foi o miojo e eu ainda usei aquele tempero que vem nele. Você também pode comprar o miojo yaki, mas, como eu já tinha outro aqui em casa, resolvi aproveitar. Mais uma coisa: a cenoura, o pimentão e a cebola, eu refoguei na água antes de misturar no molho.

Quanto às medidas, use a quantidade que você acha que vai comer. Eu não sou muito boa com isso de medida. Uso a intuição. Por enquanto tem dado certo.

Se o Yaki ficou bom? Não é por nada, não, mas fez sucesso lá no meu trabalho. Pena o cartão de memória da minha câmera ter queimado e eu não ter tido vergonha na cara para comprar um novo. Ai, gente, muita preguiça de sair de casa.

Postado por Amanda Alarcão



quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cozinhar é para poucos


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Há tempos atrás eu diria que cozinhar é uma tarefa impossível, mas depois que meu colesterol chegou a 272 eu tive que vestir minha roupinha de canguru e dar meus pulos.

Restaurante de comida natural seria uma ótima se tivesse um perto do meu trabalho, mas eu acabaria enjoando com o tempo. Pedir quentinha foi a solução. Uma amiga me recomendou um ótimo delivery que funcionou por dois meses, porque eu acabei enjoando daquela comida insossa.

Apelei para minha prima. Ela mora pertinho do meu trabalho, mas não pega bem ficar almoçando todos os dias na casa dos outros. Tive, então, que aprender lutar com o fogão. Isso já faz alguns meses. E passou a ser assim: vez ou outra eu almoço na minha prima e outras vezes cozinho e levo para comer no trabalho.

Fui à ginecologista no início da semana. Levei um susto com minha menstruação atrasada há quase um mês. O beta hcg deu negativo, graças a Jah. Ao ver meus exames de rotina, ela me mandou procurar um cardiologista. Segundo ela, fumante que toma anticoncepcional e que ainda está com o colesterol alto, pode ter ataque cardiovascular e trombose.

Fui me consultar com o cardiologista que ela me recomendou. Não posso deixar de dizer aqui que o coroa é um pão.

Pressão ok, eletrocardiograma ok, alimentação nota zero. Ele me passou uma dieta. Pasmem, com 1,78 de altura e 59 quilos (engordei 4 quilos, mas continuo macérrima), eu vou ter de fazer dieta e exercício físico. Nada de açúcar nem gordura saturada.

Nem um docinho de vez em quando doutor? Muito de vez em quando até pode. E a cerveja? Se for com moderação também pode. Mas eu não bebo com moderação (isso eu não disse a ele). Vou ter que parar de fumar também (pergunta idiota)? Você fuma quanto por dia? Um maço por mês. Ah, não, é pouco. Só pra curtir não tem problema. E Cannabis? Bom, essa pergunta ficou só no pensamento e mesmo que ele me mandasse, essa eu não deixo, não.

Conversa vai, conversa vem, ele pergunta se eu moro sozinha. Será que ele está querendo conhecer minha casa? Foi isso o que pensei quando ele fez a pergunta. Sim, moro só. Entendo sua situação. O dia todo fora de casa, deve viver comendo na rua. Na verdade eu como em casa. Detesto motel. É, só na rua. Sabe cozinhar? Eu tento. Vai ter que continuar tentando, porque essas porcarias que você come na rua só vão piorar sua situação. Perecia até minha mãe falando.

Eu também moro só. Opa! Será que ele vai me convidar para conhecer seu apê? Pensei de novo. Por isso tive que aprender a me virar para não ficar comendo na rua, continuou o doutor. Vou te ensinar umas receitas. No meu apartamento ou no seu? De novo meus pensamentos libidinosos. Ai, como eu queria.

Sopa de abóbora. Já comeu? É simples, você vai cozinhar umas duzentas gramas de abóbora com mais três cebolas pequenas e tempero verde. Depois vai bater tudo no liquidificador com duas colheres de azeite. Mas azeite tem gordura saturada, doutor. Duas colherinhas não tem problema. Eu bato sem água, porque gosto dela bem consistente. Se você quiser, pode bater com leite também. No seu caso, leite desnatado. Pode colocar sal, se quiser. Tome à noite, na hora do jantar. Fica uma delícia. Delícia é você, doutor.

Fiz a sopa. Realmente, uma delícia. Ela fica bem cremosa se batida sem água ou leite. Para incrementar, tomei com pão de centeio (é o pão que eu posso comer nos próximos dois meses).

Cortar abóbora não é fácil. Você tem que ter uma mega faca e eu só tenho essas facas de mesa. Além do creme eu ainda fiz meu almoço de amanhã. Arroz mais frango grelhado e refogado no azeite e no shoyu. Fora o fato de estar com a mão toda cortada e queimada de azeite quente, correu tudo bem.

Pelo menos "sou carinhosa e tenho talento pra boemia".

Postado por Renata


domingo, 26 de junho de 2011

O santo

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Não resisti e comprei. Dizem que, para dar certo, a gente tem que ganhar, mas como ninguém nunca me deu nada disso, fui lá e comprei, sim, uma imagem de Santo Antônio. Uma não. Comprei logo duas para garantir. A maior fica em cima no meu criado mudo e a menor fica na minha mesa de trabalho, com o nome da bênção, para ele, o santo, saber que o meu traste eu já escolhi.

Não vale nada o infeliz, mas, como, sabiamente, canta o Calcinha Preta, "você não vale nada nas eu gosto de você". E já que o momento é de abrir o coração, preciso abrir o meu: ele não é bom de cama. Não, gente, ele não é. Nossa primeira vez foi linda de tão selvagem. Foi aí que me apaixonei. Amor de pica, sabe? Aquele que bate e fica. E ficou, porque mesmo depois que a coisa foi ficando meia-boca eu continuei (e continuo) apaixonada. Talvez nem esteja. Talvez seja mais um capricho do que qualquer coisa. É que com o passar do tempo ele foi ficando difícil e eu me senti desafiada. Agora não sossego enquanto ele não estiver comendo na minha mão. Coisa de mulher rejeitada.

Por que a gente se desgasta com essas coisas? Tanto homem por aí e vai encasquetar logo com o que só quer saber de comer a gente? E pior: só quer saber de comer e come mal. Lá pela terceira transa ele foi deixando a desejar e eu tive que apelar pro ex-namorado, que também só quer me comer (e eu só quero que ele me coma mesmo), para eu não ficar com aquele humorzinho de mulher mal comida.

Voltando aos homens, como eu estava dizendo, tanto homem por aí e a gente empaca logo naquele que só quer saber de comer e jogar fora. Na verdade nem são tantos assim os homens disponíveis. Os mais interessantes ou são casados ou são gays. Sendo assim, a gente vai no "não tem tu vai tu mesmo". No melhorzinho que a gente encontra, ou no menos pior, que não fala errado e nem escreve "concerteza". Ai, que eu fico doente quando estou conversando no msn com alguém que escreve errado. Não é um errinho besta de digitação ou aqueles erros comuns de ortografia, mas são erros grotescos, daqueles de doer as vistas.

O traste, apesar de traste, tem lá suas qualidades. Poucas, mas tem. Pelo menos escreve direitinho, tem curso superior e sabe falar. É ambicioso e tem tudo para ter um futuro brilhante. Além disso, é bonitinho, tem barba ruiva e sotaque pernambucano, o que o deixou a centenas de pontos à frente dos outros. Outra coisa importante: ele beija gostoso. Beijo é tudo, né gente. Se é ruim de cama, dá pra ensinar a ser bom, mas se o beijo é ruim, aí eu me saio.

Mas ó, gosto dele, viu? E Santo Antônio há de me ajudar. Sem essa de deixar de cabeça pra baixo, mergulhado em copo d'água ou dentro do congelador. Estou sendo boazinha com o santo, que é pra ele ser bonzinho comigo também. Mas se me der o gelo, vai direto pro frigorífico.

Postado por Deby


domingo, 22 de maio de 2011

Salva pelo cinema (e pela companhia)

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Como diz Tulipa Ruiz, “vou ficar mais um pouquinho para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo”.

Ficar onde mesmo? Em casa, só se for, ainda por cima sozinha, vendo filminhos bonitinhos com direito a chorar no final, numa tarde de chuva, onde a única coisa que tenho de vontade de fazer é dormir no meu quarto escuro, abraçada no travesseiro. O que mais poderia acontecer nessa tarde monótona de domingo?

Fui dormir, mas não abracei o travesseiro. Sonhei que estava dando à luz um casal de gêmeos, cujo pai não consegui ver o rosto. Dizem que quando a gente tem esse tipo de sonho é porque alguma mulher conhecida está grávida. Quem seria? Bem, deixa pra lá.

No momento em que ia ver o rosto do felizardo, o pai, toca o celular, que estava na mesinha ao lado da cama. Era meu ex e não há a menor chance de ele ser o pai, caso eu esteja grávida, assim como também não existe nenhuma possibilidade de eu estar nesse estado, eu acho.

Me chamou para ir ao cinema. Olha aí o acontecimento da tarde do domingo. Aliás, queria desabafar aqui uma coisa: não fosse pelo cinema com o ex, meu dia hoje teria sido o ó. Choveu o dia todo, já passa da meia-noite e a chuva que estragou meu passeio de bike no parque Pituaçu pela manhã ainda persiste.

Me surpreendi quando me chamou para ver um filme francês que eu já estava há dias para ver. Logo ele que só gosta de blockbuster. Há pouco mais de duas semanas eu ganhei um par de convites para ver a pré- estreia desse filme e meu atual ficante, paquera ou, para ser mais exata, o cara que está me comendo, não quis ir ver. “Filme francês? Tô fora.” Foi essa a resposta dele quando o chamei para ir assistir comigo.

O título em francês é L'arnacoeur ou, em portugês, Como Arrazar um Coração. É a estória de um cara que é contratado para separar um casal que está prestes a se casar. Ele seduz a noiva e os dois acabam se apaixonando. É uma comédia romântica e, sim, eu chorei no final, mas dei boas risadas também. Demos boas risadas, na verdade (eu e o ex). Depois do filme fomos comer pastel num barzinho aqui perto de casa. Só não foi melhor porque não estou podendo beber. Mesmo assim, me diverti muito tomando suco de laranja.

Postado por Gabi

sábado, 21 de maio de 2011

Inovações gastronômicas

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Adoro esta palavra: “gastronômico(a)”. Me sinto falando difícil cada vez que a pronuncio. Talvez seja por isso que todas as vezes que escrevo sobre minhas experiências culináricas (adoro inventar substantivos derivados), dou um jeito de coloca-la em meus títulos. Aliás, vocês já devem ter percebido que eu sou péssima para títulos. Outra coisa que acabei de perceber é que tenho mania de comentários entre parênteses. Sabe o que é? Meu pensamento voa a mil. Uma coisa vai me remetendo a outra, que me remete a outra, e a outra, e a outra e algumas coisas eu não posso deixar passar, como, por exemplo, todo este parágrafo, que só não foi escrito entre parênteses porque ia ficar esquisito começar um texto dessa maneira. Para finalizar o parágrafo e entrar na inovação, eu queria explicar que tenho mania de explicação. Gosto de tudo muito bem explicadinho, igual àquele personagem de “a praça é nossa” (ainda existe esse programa? Antigamente passava todas as sextas. Carlos Alberto ainda está vivo?).

Pronto. Agora podemos ir direto para a inovação com todos os seus parênteses.

Por que todas as vezes que cozinhamos para outras pessoas, mesmo que seja um ovo frito ou aquela comida básica de todos os dias, ficamos preocupados em saber se está tudo gostoso? Acontece isso com vocês também? É como vestir aquela roupa nova ou exibir aquele cabelo que acabou de sair do salão e ficar o tempo todo perguntando: meu cabelo está bom? Essa roupa ficou legal? Você sabe que está bom, mas fica o tempo todo pedindo elogios. Assim é, também, quando cozinho para uma pessoa querida.

Hoje foi macarronada com molho de camarão. Nunca tinha feito essa receita antes. Na verdade eu a inventei ontem no supermercado. Motivo de sobra para eu ficar perguntando se estava boa.

Minha especialidade em macarronadas é a com molho de gorgonzola. Minhas presas adoram. Gordinho também gostou. Nos últimos três meses só ele tem comido da minha comida, que isso fique bem claro (ele pode estar lendo esse texto agora, vai saber), e tem comido muito bem, diga-se de passagem.

Semana passada ele comeu minha especialidade, gostou e pediu bis essa semana. Mas vocês sabem, é bom variar e hoje eu quis dar uma macarronada diferente para ele não enjoar.

Saímos ontem do cinema direto para o supermercado. Enquanto rodava lá dentro, fiquei maquinando uma receita diferente. Ele queria camarão, então pensei: “camarão com molho de tomate”. Mas eu não queria molho pronto, queria eu mesma preparar em casa o MEU molho. Então peguei tomates, cebola e alho. Azeite já tinha em casa.

Ultimamente eu ando metida a “mestre cuca”. Logo eu que sempre fui um desastre gastronômico (olha a palavrinha de novo). Como disse no post anterior, eu decidi fazer meu próprio almoço e desde que entrei nessa aventura deliciosa (gente, estou me descobrindo na culinária, pois é, pois é, pois é!) ele, o gordinho, tem sido minha cobaia. Diz ele que eu já posso até casar. Deus me livre, ou não. De fato ele tem gostado, senão não estaria comendo até hoje.

Ingredientes comprados, viemos pra casa. Sábado (hoje), hora de acordar. Café da manhã, TV, livros, conversa vai, conversa vem, hora de preparar o almoço. Gordinho, folgado (e lindo), como sempre, foi “repousar” e a mulherzinha aqui foi pilotar o fogão. Não tenho vocação para mulherzinha, mas confesso: estou adorando tudo isso. Sorte dele que, depois dessa confissão (nunca pensei um dia estar dizendo essas coisas) vai se aproveitar ainda mais da minha boa vontade. É porque ele já vem se aproveitando há três meses. Não, não estou reclamando. Estou achando tudo isso lindo, já disse (Meu Deus... sou eu mesma na frente desse computador escrevendo isso?).

Almoço pronto, gordinho a postos com sua taça de vinho na mão. Primeiro uma saladinha verde com tomate-uva e cenoura, de entrada, e depois a macarronada que eu posso chamar de minha. Ele comeu tudo, tudinho e, adivinhem, adorou! O que aconteceu depois fica a cargo da imaginação de vocês.

Vou colocar a receita aqui para quem quiser experimentar.

Ingredientes:
1 pacote do macarrão de sua preferência (eu gosto de talharim)
3 tomates
2 cebolas picadas
Alho amassado
Sal (vai no bom senso)
Camarão sem pele a gosto
1 pimentão amarelo picado
Azeite (também no bom senso)
1 colher de margarina
½ lata de creme de leite
Algumas fatias picadas de queijo mozarela (não contei quantas, mas pode ser o tanto que você quiser, mas sem exagerar)
Manjericão
Pimenta calabresa

Preparo:
Em uma panela com água fervendo, cozinhe o macarrão. Eu nunca sei o tempo. Costumo pegar um fio e morder pra ver se já está bom. Para o molho, leve os tomates, um pouco de sal e uma cebola ao liquidificador e bata. Em outra panela, coloque o azeite e a margarina. Jogue a outra cebola, o pimentão, o alho e o sal. Espere a cebola dourar e jogue o camarão, refogando-o. Em seguida jogue a mozarela, o creme de leite e, por último, o molho de tomate. Deixe ferver por alguns minutos e pronto. Coloque o macarrão num prato, jogue o molho por cima e enfeite com algumas folhinhas de manjericão e um pouco de pimenta calabresa. Se você tiver um gordinho em frente à TV, depois de tomar quase um litro de vinho, com a sua taça de estimação na mão, é melhor você mesma servir, levar o prato até ele e suspender o álcool, senão ele dorme e não tem depois.

Bon appétit!!

Postado por Renata

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Raspas e restos me interessam

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Entre outras coisas decidi que ia fazer, eu mesma, meu próprio almoço. É que eu e a cozinha nunca nos demos muito bem. Tenho um pouco de preguiça, sabe? E, como desculpa, sempre falo que não sei cozinhar. A verdade é que, fora macarronadas, não sou lá essas coisas quando o assunto é culinária. Sem contar a bagunça que a cozinha fica depois.

Era uma noite de terça-feira. Mais ou menos 23h. Nada de sono, nada na TV, nada pra fazer. Resolvi me aventurar. Fui cozinhar. Arroz, carne moída e salada de batata, cenoura, tomate cereja, ovo, manjericão e cebolinha.

Não sou de comer muito. Fiz o suficiente para o meu almoço do dia seguinte.

Comida pronta, cozinha arrumada, nada de sono. MSN, então. Ele estava online há um tempão e não falava comigo. Ele anda estranho ultimamente.

- Amanhã eu vou levar meu almoço, eu mesma fiz! (falei pra ele)
- É mesmo? Tem pra nós dois?
- ...
- Tem? Diz que tem, por favor!
- ...
- ahhhhhh, responde! Leva pra mim também... :)
- o problema é que você come muito, né?
- hahahahahahahahahaha
- mas eu acho que o que tem dá pra você também. Só não vale achar ruim, porque vc sabe que eu não sou lá essa coca-cola toda na cozinha.
- Não sei. Nunca comi nada preparado por vc. Vou ficar sabendo amanhã.
- Tá bom, eu levo!
- aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! :) :) :)

É claro que não tinha comida pra ele, né, gente? Eu tinha feito a conta certinha pra mim. O que eu fiz? Já era quase 1h da madrugada. O que eu fiz? Pois é. Não contem a ninguém, mas o que eu fiz foi fazer tudo de novo só pra ver o sorriso dele no dia seguinte e ter sua companhia na hora do almoço. Baguncei toda a cozinha, sujei toda a louça de novo e, de novo, arrumei tudo. Fui dormir já eram quase 3h.

É, minhas amigas, demorou pra cair a fica, mas é isso aí. Eu estou completamente apaixonada por ele, arriada os quatro pneus. Tô de quatro pelo cara.

Aí algumas de vocês pensam: será que ele é bom de cama? Eu respondo: já tive melhores. Bem melhores. Definitivamente não é esse o motivo. Ele é daqueles que não consegue segurar e já vai logo gozando, muitas vezes me deixando na mão. Mas ele é tão carinhoso, beija tão gostoso, me abraça apertado, me faz rir, anda de mãos dadas comigo no shopping, me leva trufas no final da tarde e ainda por cima tem sotaque pernambucano. Ele é tão, tão lindo... Eu sei que ele não é homem pra mim. Muito infantil, sabe? Gosta de ficar provocando ciuminho o tempo todo e o pior é que eu sempre caio na pilha. Um dia eu falei que não queria mais, mas acabei voltando atrás no dia seguinte. Depois disso ele ficou distante e nunca mais levou trufas.

O almoço foi ótimo. Claro que foi. Se ele solta um peido eu acho lindo. Ele disse que adorou e hoje já me perguntou qual vai ser o cardápio de amanhã, que a sobremesa vai ser por conta dele. Adivinha? Trufas!

Se eu vou fazer almoço pra ele amanhã? Alguém ainda tem dúvida disso? Claro que vou. Vou sim. Vou porque sou besta, vou porque estou apaixonada, vou porque quero tê-lo por perto mesmo que seja por alguns minutos durante o dia, só pra ouvi-lo me chamar de Renatinha com aquele sotaque de Recife.

Nunca pensei que fosse dizer isso um dia, mas, como dizia Cazuza, raspas e restos me interessam sim.

Estou muito mudada mesmo.

Quem me viu e quem me vê...

Postado por Renata




quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Nós que já não temos 20 anos

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“Sabe qual é o problema de nós que já não temos 20 anos’?

Não foi assim que a conversa começou, mas foi essa frase que deu origem a uma série de divagações durante um papo via MSN. Uma das coisas chatas de morar só é que, quando você se deu conta, já tem nas redes sociais e bate-papos virtuais seus maiores companheiros. Dias atrás cancelei minha conta do Orkut pela segunda vez. Estava ficando viciada de novo.

Um grande vazio tomou conta, mas logo redescobri os livros, descobri a bebida, o cigarro, Chico e a rede na varanda.

Morar só te obriga a lidar consigo mesmo. Você descobre que tem mais manias que aquele seu tio-avô rabugento. Sem contar as que você desenvolve. No meu caso são cinco anos de manias descobertas e desenvolvidas e eu só(?) tenho 30 anos.

Ai, que saudade dos 20, quando eu só me preocupava com a faculdade e as raves de quinta à noite. A gente emendava as festas com a faculdade. Eu e um amigo. A gente fazia Comunicação e estágio no Senado.

Sempre tinha uma rave nas quintas-feiras, nos lugares mais escondidos e bizarros de Brasília. Éramos sempre os primeiros a chegar e só não éramos os últimos a sair porque não queríamos reprovar por falta em Teoria da Opinião Pública. Da festa, direto para a faculdade. Às vezes uma passadinha na rodoviária para comer um pastel com caldo de cana na Viçosa. A professora já sabia. O cheiro de álcool, as olheiras e o lápis borrado no meu olho nos denunciavam. Tínhamos 20 anos. Não havia grandes responsabilidades e nem contas a pagar.

Dez anos se passaram. Somos adultos, temos 30 anos e pagamos as nossas contas. Ele em Curitiba, eu na Bahia. Tudo diferente. Daqui a 10 anos seremos coroas quarentões.

Postado por uma mulher de trinta


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Batom

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Quando eu era criança meu pai dizia: "batom só depois que fizer 15 anos." Mas nas festas de São João ele sempre abria uma exceção. Minha mãe me vestia de caipira, fazia maria-chiquinha no meu cabelo e me pintava toda a cara. Blush rosa, sombra azul, um monte de pinta de lápis de olho nas duas bochechas e batom vermelho, que em mim mais parecia um risco fino de hidrocor. Minha mãe dizia que quando eu nasci achou que eu não tivesse boca.

Na 5ª série meus pais se separaram. As meninas da sala sempre iam de batom, menos eu. Minha mãe dizia que criança não usa batom nem pinta as unhas. Oh, como eu queria ter unhas grandes e pintá-las de vermelho!

A primeira vez que pintei minhas unhas eu tinha 15 anos, mas minha mãe não deixava a manicure tirar cutícula. De vermelho só aos 18, quando eu já tinha vontade própria e dinheiro para pagar.

Sou da época do batom 24 horas. Na 7ª série as meninas levavam e a gente usava para brincar de "caí no poço", só para beijar na boca dos meninos sem borrar o batom. Um dia nossas mães foram convidadas pela direção da escola a comparecerem na hora do recreio. Pegaram a gente no flagra. Pelo menos não tinha ninguém beijando na boca de ninguém. Fiquei um mês sem bicicleta e sem natação.

Depois disso nunca mais usei batom. Depois dos 15, no máximo um brilho cor de boca.

Postado por Bárbara

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Eu, o telefone, a internet e o vibrador

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A solidão é capaz de nos fazer cometer vários atos insanos. Ligar para o ex na intensão de chamá-lo para tomar uma na sua casa é um bom exemplo de ato de insanidade. Aí você pensa: só algumas cervejas e jogar uma conversa fora, afinal, o namoro terminou mas a amizade continua. É óbvio que depois de uns goles a mais você acaba se jogando só pra ele te jogar de lado e dizer que não rola mais.

Aí ele atende o telefone. Para a sua sorte, você ouve o barulho da rua e vozes femininas do outro lado da linha. Ele não te dá a mínina. Bem feito! Pelo menos você se livra da humilhação de levar um fora de quem te deu um pé na bunda.

Depois dessa você se lembra daquele carinha que vem pegando há duas semanas. Apesar de o ex ainda te atormentar os pensamentos, você não está morta. Você liga pra ele. O celular dele também é Tim e vocês vão poder conversar de graça por tempo ilimitado. Vocês passam 25 minutos falando amenidades: como foi o dia, o que estão fazendo, a música que você está ouvindo, o livro que ele começou a ler e de repente você ouve um "estou com saudade." E aí? Você vai responder com o clássico "eu também"? Você fica muda, e, embora também esteja com saudade, prefere não falar nada. Sim, saudade. Por que não? A companhia dele é tão agradável e no sábado passado vocês viraram a noite conversando, lembra? Como não sentir saudade disso? Será que nos veremos de novo? Você pensa mas não pergunta.

- Vamos nos ver no fim de semana? Uau! Ele leu seus pensamentos!
- Podemos sim. Até lá vamos nos falando.

Desligam o telefone, você olha a mesa e tem um monte de apostila atrasada te esperando. Lembra que prometeu a si mesma tirar o dia de hoje para estudar. Mas tem cerveja na geladeira. Só uma, para relaxar, e depois você promete que vai estudar. Aí você toma uma, duas, três, quatro, cinco, seis latinhas pequenininhas de skol. Bate aquele soninho. Você vai para o quarto, liga a TV e está passando Encantada na Disney.

Já passam das 18h e você não fez nada do que tinha de fazer. A solidão insiste. O telefone não toca. No MSN, um velho amigo. Vocês conversam sobre sexo. Um cigarro pra relaxar. Passam das 20h. O assunto vai ficando ainda mais quente. Lá embaixo está tudo latejando. Ninguém para socorrer. Aí você corre para o quarto e goza com o vibrador.

Postado por Renata

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Acontece

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Sabe aqueles dias em que você já acorda com tudo dando errado? Esse dia pra mim é hoje.

Não ouvi o despertador e perdi uma palestra que valia um ponto extra em Neuro. Levantei às 9h, saí de casa às 10h. Meu dentista estava marcado pra 11h30. Peguei engarrafamento, cheguei 10 min atrasada e o dentista não quis me atender. Se fosse ele o atrasado, como é de costume, a besta aqui tinha que ficar esperando. Também não paguei a porra da manutenção e ele ainda ficou reclamando. Idiota. É isso que ele é.

Saí do consultório meio-dia, direto pro trabalho no inferno da paralela. Eu odeio com todas as minhas forças esse lugar. Não o meu trabalho, mas a paralela. Era tão melhor quando a sede funcionava no Corredor da Vitória, com doces sonhos, museus, árvores, porto da barra, salão de beleza, tudo ali do lado. Na paralela só tem trânsito e gente feia. Peguei 2h de engarrafamento no Rio Vermelho, vim pensando no ex, aquele traste. Ex é uma merda. Por que eles existem? Qual a utilidade deles a não ser fazer a gente sofrer?

Fui chegar ao trabalho às 15h e sem atestado de comparecimento. Vou ter que ficar até as 20h e ainda vou sair devendo 2h.

Se eu vou sair hoje? Melhor não. Vai que alguma coisa dá errado ou eu encontro o traste se pegando com outra. Se alguma coisa mais tiver que dar errado hoje, que dê errado em casa. Chega de rua por hoje. Acho que vou embora para Curitiba, pelo menos lá eu não desboto minhas tatuagens no sol.

Postado por Érika (por que essa porra não fica vermelha e nem no tamanho que eu quero? Até isso tá dando errado, merda!)


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Madrugada adentro

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Nunca tinha ficado com um médico, a não ser uns estudantes de medicina, quando eu ainda morava no Rio. Os meus favoritos eram os calouros. Um em especial. Felipe. Taurino, insaciável, 20 anos (6 a menos que eu). Novinho, mas esperto. Bem danadinho. Dava de mil a zero em muitos por aí. Morava num pensionato em frente ao meu prédio. Nunca entrou na minha casa. Eu gostava de transar no quarto dele, enquanto os outros estavam na sala vendo TV ou jogando vídeo game. Odeio vídeo game. Nunca gostei. Nem disso nem de qualquer tipo de jogo, a não ser joguinhos eróticos. Cheguei a terminar um namoro por causa de jogo.

O médico eu conheci no último fim de semana. Fiquei com ele no domingo. Ontem nos encontramos. Como ele é? Lindo, de barbinha, alto, magro, inteligente e super carinhoso. Fiquei um tanto encantada.

Viramos a noite tomando cerveja, falando de filosofia, música, literatura, artes e psicologia, enquanto ele fazia carinho no meu jardim (minhas costas bordadas de lótus). O dia amanheceu e, para despertar o sono e espantar o efeito do álcool, demos umazinha bem preguiçosa. Ele me deixou de perna bamba.

Postado por Bárbara

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Primeira vez

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Essa idéia de que a primeira vez tem que ser com alguém especial, numa ocasião especial já está bastante ultrapassada na minha opinião. Lembro-me bem de uma amiga que namorava um desses caras especiais. Bonito, família rica, não muito inteligente, mas era apaixonado por ela. Preparou todo um clima especial, mas na hora H eles ficaram nervosos e ele broxou.

Não acho que tem que ser planejado, mas é sempre bom andar com uma camisinha na bolsa. Nunca se sabe. Quem vê cara não vê DST. Tem que ser na hora que você estiver a fim, não interessa se o cara e o lugar sejam ou não especiais. Tesão não bate na porta. Já chega invadindo tudo. Quando você vê, a calcinha já está toda enxarcada e a boceta latejando. Hoje mesmo isso aconteceu no meio de uma palestra. A professora começou a falar de Freud e aí já viu. Freud lembra sexo e sexo lembra que eu estou há quase duas semanas sem dar direito. Comecei a sentir palpitações, taquicardia, me arrepiei toda e me lembrei da última vez com um cara que não vale à pena especificar. Namorei com ele só porque ele fodia muito gostoso. Da última vez ele me pegou de surpresa. E que pegada, gente! Me chamou no quarto e quando fui ver o que ele queria, já estava me esperando de pau duro. Me jogou na cama, arrancou minha roupa, rasgou minha calcinha e... ui... palpitações de novo. Melhor deixar essa pra depois.

A minha primeira vez foi um pouco tarde. Eu tinha 21 anos. Foi com meu namorado na época. Estávamos juntos há dois meses e ele não acreditava que eu era virgem. Nem eu acredito que fiquei tanto tempo sem sexo. Sexo é uma das melhores coisas do mundo. Só perde pra comer e pra fazer xixi, quando a bexiga está cheia. Aliás, fazer xixi quando a bexiga dói de tão cheia é como gozar. Já dizia Nelson Rodrigues: "o gozo é uma mijada". Ele sempre soube das coisas. Aqui, todas adoramos Nelson Rodrigues. Eu, desde os 12 anos, quando comecei a me masturbar.

O espertinho do meu namorado já tinha me dado um litro de vinho. Tomei tudo. Tudinho. Estávamos na Esplanada dos Ministérios, o maior fudódroo de Brasília. Não, minto. O cine drive-in, no autódromo, é o maior fudódromo de Brasília. Eu não dei na praça dos três poderes e nem dentro do carro. Foi num motel.

- Quero ir pro motel
- O quê?
- Sim, motel. Vamos?

Ele ficou assustado com a minha proposta. Eu mal o deixava encostar a mão na minha bunda, de repente peço pra ele me levar ao motel. Mal sabia ele que quando eu trabalhava na Colcci costumava me pegar com um outro vendedor dentro do provador, quando a loja já estava fechada ou, de manhã cedo, antes de abrir. A gente fazia de um tudo, só não rolava penetração. Até oral rolou uma vez. Outro dia eu conto essa.

Chegando ao motel, mal fechamos a porta e o bicho começou a pegar. Mão naquilo, aquilo na mão, bocas em ação e o barulho da embalagem da camisinha. Aí não deu outra. Ou melhor, deu. Eu dei. Pensem numa dor gostosa? Ele foi devagar, devagarinho até conseguir enfiar tudo. Não, eu não gozei. Sabia disso porque já tinha gozado outras vezes. Se aquele provador falasse...

O namoro durou três anos. Acabou porque acabou o tesão. Eu queria toda hora, mas ele não dava conta. Na primeira gozada ele já virava pro lado e dormia. Nem me esperava gozar.

Depois de cinco anos que terminamos eu já dei horrores e tirei todo o meu atraso. Primeiro porque eu demorei a dar e segundo porque dei três anos pro mesmo cara. Confesso que morro de vontade de dar uma chave de boceta nele.

Postado por Deby