terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Será que é mau hálito?


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Ontem fui dormir com vontade de DR logo depois que ele foi embora. Mas não é uma DR qualquer, é uma DR para o bem e aperfeiçoamento da relação carnal e sexual que viemos mantendo há algum (pouco) tempo. Mas como DR é sempre DR, ou seja é um porre, resolvi deixar pra lá e registrar, aqui, meu desabafo. Vai que ele lê.

Ele me atrai muito, não só sexualmente, mas em muitas outras coisas que não vou listar aqui porque desnecessário. Pensar nele, principalmente quando estou há pouco mais de um mês sem transar, me faz subir pelas paredes. Química, química mesmo, na hora H, falta um pouco, mas quando começo a imaginá-lo me pegando de jeito, como imaginava antes de acontecer qualquer coisa entre nós ou como ele costuma dizer que vai fazer (e fez ontem), ou quando me lembro das nossas conversas sacanas, me arrepio toda. Ele me deixa, realmente, louca, mas sabe quando falta alguma coisa?

Só dois caras conseguiram ser completos nesse sentido. Um deles, hoje meu amigo, foi dispensado ontem por causa dele (o cara da DR). Na verdade, não foi só por isso, mas porque já estou de saco cheio de transar com ele. Embora seja sempre muito bom, acho que enjoei. O carinho que sinto continua, mas a atração está indo embora. Ele acabou se tornando aquela opção para o “não tem tu vai tu mesmo” e eu tenho certeza de que é recíproco. Mas já deu. Saturou. E sexo por sexo é bom até certo ponto. Depois, ou você acaba se apegando e aí fodeu ou você se cansa mesmo e começa a sentir falta de ter alguém com você por inteiro - ou, como costuma dizer uma amiga minha, dos seus domingos e feriados chuvosos - também conhecido como namorado. Pronto, falei.

Eu venho sentindo falta disso, não vou mentir. Ando exalando romantismo e isso tem se revelado, inclusive, através das minhas roupas. Mas o cara com quem eu ando ficando, esse da DR, mesmo que só numa relação de trocas sexuais, vale à pena. Vale porque eu gosto dele, porque é bom conversar com ele, porque antes de qualquer coisa somos amigos, porque me deixa doidinha, doidinha e sei lá por que ele consegue me deixar assim. Às vezes fico trêmula perto dele. Até a boca treme para falar. Mas isso só acontece quando estamos em locais, digamos, públicos. Ele sabe do que estou falando.

Se fosse outro, talvez já teria dispensado, mas ele eu não consigo. O problema é que eu sou adepta aos beijos prolongados e ardentes e abraços apertados, e ele beija pouco e sempre muito de leve e me abraça pouco também, com cuidado, como se eu fosse quebrar. Tudo bem que eu sou magrelinha, mas tenho ossos resistentes. Eu já percebi que o negócio dele comigo é meter, meter e isso ele faz muito bem, a ponto de me levar a outras galáxias em frações de segundos.

Ele me dobra, me estica, puxa, me joga pra cima, faz miséria, o miserável, só que eu sinto falta do contato pele com pele, dos abraços, dos beijos quentes antes, durante e depois. Um beijo, quando dado com vontade, é a melhor preliminar que pode existir, e ele, ou parece ter medo de me beijar ou eu devo ter mau hálito. É isso, bafão. Será, minha gente? Não tenho problema nenhum se alguém chegar até mim e falar que eu tenho um bafinho de onça. Tanta gente tem e não sabe. Pode ser o meu caso. Ninguém nunca reclamou, mas, na dúvida, seria bom perguntar.

Foi então que pensei em convocá-lo para uma DR hoje de manhã. Paciente como ele é, provavelmente toparia, mas qual é o homem gosta e DR, pelo amor de God? Ainda mais pela manhã. Não. Não mesmo. Xá pra lá.

Eu só queria entender o que acontece, sabe? Se eu tenho mau hálito mesmo, se ele não gosta de (me) beijar, se eu beijo mal ou se o que ele quer é simplesmente meter. Não vamos negar que essa é uma possibilidade a ser considerada.

#prontofalei

Gabi


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Toda bêbada transa

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Queria postar algo novo hoje, inclusive vários acontecimentos nos últimos dias que me inspiraram vários textos para o Clube das Calcinhas. Mas eu não estou sóbria o suficiente para isso, de modo que prefiro não arriscar digitar um texto cheio de erros de digitação. Ma ó, vocês bem iam gostar do que eu tenho para contar. Semana que vem eu conto, porque, a partir de amanhã até domingo, eu estou abarrotada de compromissos e, por isso, não terei tempo para contar minhas mais novas peripécias.

Fica aqui minha promessa, a quem possa interessar, se é que alguém se interessa, de que as contarei, todas, com todos os detalhes publicáveis. Isso se eu conseguir lembrar depois.

Em relação à polêmica do BBB, já que o assunto está tão em evidência, acho que o povo exagerou. Ela não estava apagada coisa nenhuma. A perna estava suspensa e o braço se movimentou algumas vezes, que eu vi. Ela estava bêbada e já está bem grandinha para entender que cu de bêbado não tem dono. Além do mais, aquilo acontece a todo momento por aí e ninguém vai preso. Que estupro que nada, ela tava era gostando, a safada. No lugar dela eu estaria me deliciando. Difícil ficar "apagada" com um negão daqueles me bolinando. Agora, só porque aconteceu em rede nacional, o povo resolveu criar polêmica. A mãe da "donzela" quer ganhar dinheiro em cima disso, isso sim. Só espero que ela não resolva me processar também e nem que a polícia baixe aqui em casa só porque estou do lado do Daniel, aquele gato. Acho difícil que ela e a polícia leiam meu humilde e pouco frequentado blog. Por isso, bora meter o pau na piranha. Piranha sim, ou vocês acreditam que aquilo ali seja uma moça de família? Façam-me o favor! Eu não duvido nada de que tudo não possa ter passado de uma armação, uma jogada de marketing da Rede Globo que, no final das contas, se deu foi de bem. O BBB vai extrapolar os picos de audiência.

Beijo,

Érika

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Necessidades básicas 2012

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Minha próxima aquisição será trocar a armação vermelha dos meus óculos de grau por uma de oncinha, igual à da Julia Petit. Tudo bem que os óculos são bem mais caros que a mesa que eu estou precisando comprar para fazer minhas refeições, já que a única que tenho em casa é a mesa de estudos. Mas, diante dessa emergência, a mesa pode ficar para depois. Eu nunca como em casa mesmo.


Também estava precisando de um ar-co
ndicionado ou, pelo menos, colocar um ventilador de teto no quarto, porque, nesta época do ano, o calor é de matar em Salvador, mas, como calor nos faz transpirar e isso é um ótimo emagrecedor, resolvi deixar esse gasto para o próximo verão e comprar dois ou três óculos escuros. É sempre bom ter vários para roupas e ocasiões diferentes. Além do mais, os meus já estão bem ultrapassadinhos.

Outra coisa de que estou muito precisada é roupa, ou melhor, roupas, sapatos e bolsas. Imaginem vocês que eu estou quase saindo nua pelas ruas, por falta do que usar. E se vou comprar roupas, bolsas e sapatos, preciso também dos acessórios, porque eu posso estar usando a roupa que for, a bolsa e o sapato mais invejado, mas se não tiver um anel, um brinco, uma pulseira ou um colar à altura é como se estivesse pelada. Depois eu resolvo a questão dos vidros trincados da janela do meu quarto, que nem é tão urgente assim.

Quero deixar bem claro que não se trata de consumismo. É necessidade.

Postado por Deby

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Alguém tem que trabalhar nessa jossa

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De volta ao trabalho, depois de duas semanas “coçando o saco”. Ai que saudade do namoradinho que ficou para trás, das irmãs, da mãe, dos sobrinhos, do cunhado, do Skundidin e do bar da UNB, em Planaltina, onde o litrão de Skol custa R$ 6,00.

É, estava tudo muito bom, tudo muito lindo, mas alguém tem que trabalhar e, infelizmente, esse alguém sou eu. Afinal, não nasci rica, nem me casei com milionário. Também não ganhei na mega da virada e nem me inscrevi para o BBB 12, de modo que preciso ir à labuta para bancar meus pequenos luxos, como, por exemplo, comprar uma chapinha, o ingresso para a enxaguada do Brown e mais outros para, pelo menos, dois saraus. Tem Timbalada também, mas esse aí é complicado. Passar 4 horas na fila e, quando chegar a sua vez, estarem todos os ingressos esgotados é sacanagem. A propósito, se alguém se dispuser a pegar aquela fila monstruosa, por favor, compra o meu também. Não vai custar nada, já que, de um jeito ou de outro, vai ter que enfrentá-la mesmo. Depois eu pago um café ou uma cerveja.

Tentei fazer cachinhos no meu cabelo. Não deu meia hora e minhas madeixas pareciam uma juba. So volume e laquê. Minha primeira aquisição para 2012 seria um sofá-cama, mas depois da tentativa fracassada de cachear os cabelos, acho que o móvel pode esperar. Vou comprar uma chapinha, para fazer o truque do papel alumínio que aprendi na internet. Nunca imaginei que um dia fosse dizer o que acabei de dizer. Mas é verdade, a mais cristalina das verdades. Eu realmente preciso. Talvez compre um babyliss.

Vamos ao trabalho, porque o recesso terminou e eu ainda não entrei de férias.

Amanda

domingo, 8 de janeiro de 2012

Rir pra não chorar

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Sabe aquele garoto do colégio, por quem você nutria uma paixonite secreta e que, 15 anos depois, reaparece, mais lindo do que nunca, e diz: "eu sempre fui apaixonado por você desde os tempos do colégio"?

Escrevo este texto ao som de “Saber Amar”, dos Paralamas. Música que, até hoje, quando ouço, me faz lembrar dele. Estava na casa de uma amiga, que também era sua amiga, ouvindo o disco 2 do “Vamo Batê Lata” e estava tocando exatamente essa música quando ele chegou de surpresa. Fiquei gelada e sem cor, porque não sabia como reagir à sua presença. Ele, sempre educado, me cumprimentou e acabou quebrando o gelo. Aquele dia foi bem legal. O mais legal do ano. Foi a primeira vez que nos falamos. Cheguei em casa radiante. O impossível havia acontecido! Desde então, todas as vezes que escuto "Saber Amar", imediatamente, ele me vem ao pensamento.

Era a sensação da turma 103, no colégio La Salle. Todas as meninas se derretiam quando ele entrava no ônibus escolar. Era uma disputa silenciosa para ver ao lado de quem ele iria se sentar. Pelo menos umas três ou quatro guardavam um lugar para ele. Eu sempre fiquei na minha, porque sabia que nunca teria chance. Ele sempre se sentava perto das meninas do segundo ano e, na sala, ele era muito amigo da mais bonita da turma. Ela tinha namorado, não queria nada com ele, nem ele dava mole para ela. Eram só amigos. Quisera eu ser só amiga dele; estaria de ótimo tamanho.

Sua irmã não ia muito com a minha cara. Era amiga de outra amiga minha e, por isso, só por isso, às vezes, andávamos juntas. Ela não gostava de mim porque uma vez eu fiquei com um carinha por quem uma amiga chata dela era apaixonadinha. Ela tomou as dores da garota. Normal entre as adolescentes. Por isso sempre preferi os meninos. Não tinha frescura nem essa coisinha irritante de ficar tomando dor do outro.

Na turma 103, eu era amiga de todos os meninos, menos dele. Ele também não andava muito com o pessoal da sala e eu nunca tive coragem de me aproximar. Eu o via como alguém inacessível. Às vezes o surpreendia olhando em minha direção, mas nunca achei que era para mim que ele olhava, claro que não. Logo eu que era tão desengonçada, magricela e grandalhona, que só usava calça de moletom, com vergonha das pernas finas e, no auge dos 14 anos, nem sutiã usava, porque os seios ainda nem tinham dado sinal. As meninas se arrumavam todas, eram bem vaidosas e eu sempre fui o patinho feio.

Uma vez, na aula de matemática, uma colega comentou, com despeito, que ele não tirava os olhos de mim. Eu fiquei envergonhada com a situação e não acreditei no que ela estava me dizendo. Olhei para ele e ele estava olhando também. Em frações de segundos desviei o olhar, porque não queria que soubessem que eu, como as outras meninas, me interessava por ele. Se ele soubesse, ia rir da minha cara, eu pensava.

Todos os dias, ao dormir, pensava nele. Como era lindo! Seu único defeito era ser um pouco menor que eu. Eu tinha vergonha de ficar com meninos mais baixos, mas isso não se aplicaria à ele. Quando as meninas começavam a falar dele, eu dizia: é até bonitinho, mas não faz meu tipo. Baixinho demais. Mentira, claro, eu estava desdenhando e, como quem desdenha quer comprar, eu estava completamente apaixonada.

As férias chegaram e, no ano seguinte, nas volta às aulas, eu não via a hora de vê-lo entrar no ônibus, com aquele sorriso lindo que ele tinha, mas aí o ônibus passou direto e não parou na porta da casa dele. Era o primeiro dia de aula, muita gente falta, pensei. Mas, para a minha tristeza, fiquei sabendo que ele havia mudado de escola e, desde então, nunca mais o vi.

Doze anos se passaram. Eu, que já não morava mais em Brasília, estava por lá, de férias, e estava ficando com um amigo do meu primo. Estávamos tomando cerveja num bar, quando ele, o garoto do colégio, passou. Parou o carro, desceu e falou comigo, como se fôssemos melhores amigos. Me espantei. Como ele poderia se lembrar de mim depois de tantos anos? Além do mais, na escola, eu passava despercebida na frente dele. Ele nunca me notou. Mas tudo bem. Conversamos por cerca de meia hora. Relembramos o tempo da escola, falamos dos colegas e sobre o que estávamos fazendo. Já tinha até me esquecido de que estava acompanhada, mas logo o cara que estava comigo fez questão de me abraçar. Ele foi embora, mas antes me deu um abraço bem apertado. Como eu esperei por aquele abraço!

Três anos depois (três semanas atrás), novamente nos reencontramos em Brasília. Desta vez, no sítio dos meus tios. Ele é amigo do meu primo e eu nunca soube disso. Continuava lindo. Mais lindo ainda. Eu estava sozinha, ou seja, não estava ficando com ninguém. Ele me deu um beijo no rosto e sentou-se ao meu lado. Conversa vai, conversa vem, percebi que estava me dando mole. É isso mesmo? Ele está dando em cima de mim? Foi o que pensei na hora. Então ele me olha e diz: lembra quando estudamos juntos? Lembro, claro, respondi. Então ele prosseguiu: sou apaixonado por você desde aquela época.

O que eu fiz? Comecei a rir. Meus ouvidos se recusaram a acreditar naquilo. Quer dizer então que eu poderia não ter sofrido? Quer dizer que se minha paixonite não tivesse sido secreta, eu poderia ter ficado e até namorado com ele? E eu não parava de gargalhar. Assustado, sem entender o motivo daquele rompante, ele perguntou qual era a graça. Eu, ainda rindo, respondi: nada não. Achei engraçado isso que você me disse, assim, depois de tantos anos. Queria ter dito isso antes, mas você não me dava bola, ele disse e prosseguiu: eu tinha medo de levar um fora. Eu não sabia se ria, se chorava ou se o beijava logo de uma vez. Não fiz nem uma coisa nem outra. Fiquei sem reação e ele, paralisado, me olhando. Até que meu primo chegou chamando a gente para encerrar a noite num bar, porque a cerveja tinha acabado. Você está de carro? Ele, o garoto do colégio, me perguntou. Não, eu não dirijo. Então você vai comigo, pode ser? Sim, sim, vou com você.

Entramos no carro e, finalmente, o beijo. Como eu queria que aquele beijo tivesse acontecido há 15 anos atrás. Eu fui às nuvens, parecia flutuar. Foi lindo. Ficamos juntos todos os dias em que estive em Brasília. Aproveitamos o máximo até o dia de vir embora. Não sei se foi aquela paixãozinha adolescente que voltou ou se, realmente, ele é muito bom. Em tudo. Pela primeira vez eu deixei as comparações de lado. Foi tudo muito bom. Mágico, eu diria. Mas alegria de pobre dura pouco e a minha durou duas semanas.

Na despedida, ele me olhou e disse que estava ainda mais apaixonado e que se eu ainda estivesse morando em Brasília, ele me pediria em namoro. Que lindo isso, gente. Alguém ainda pede alguém em namoro? Eu quase chorei ao ouvir, porque ninguém nunca me fez esse pedido antes. Eu ia ficando, ficando e lá pelas tantas os caras começavam a me apresentar como namorada. Hoje em dia, nem isso.

Ontem ele me ligou. Disse que está com saudade. Eu também. Muita saudade. Saudade do que poderia ter sido e que, por algum motivo, a vida não permitiu que fosse.

Por quê?

domingo, 4 de dezembro de 2011

Eu mereço.


Depois de pedalar 15km, comer um quilo de salada, tomar 2 litros de água de coco e um suco de jabuticaba e subir cinco andares, de escada, carregando uma bicicleta, eu acho que mereço um bom som, acompanhado daquela cerveja bem gelada, antes do confronto entre o meu Flamengo e o Vasco.

Como diria Galvão, "haja coração!"

Postado por Bárbara


sábado, 3 de dezembro de 2011

Vai-te pra porra!

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Às vezes ser infantil é a melhor maneira de não surtar de vez. Pelo menos a curto prazo funciona e hoje eu me dei o direito de agir como minha sobrinha de 6 anos. Deletei telefone, excluí do facebook e ainda falei aquela frase tradicional que toda criança que é criança de verdade costuma falar quando alguém magoa: não quero mais falar com você. E não quero mesmo.

Não preciso dizer que o motivo disso tudo tem nome, endereço e é do sexo masculino, né? Homem, claro. Existe alguma outra razão para uma mulher regredir a ponto de agir dessa maneira?

Andava interessada no desgraçado fazia tempo. Um interesse silencioso, só meu. Mas aí ele veio chegando de mansinho, como quem não quer nada, pelas beiradas e, quando percebi, já estava envolvida. Macho alfa da pior espécie, ele veio com aquele papo lerdo que toda mulher cai inúmeras vezes e nunca aprende.

Eu já venho te observando faz tempo e, além de interessante, percebi que você é uma mulher sensível. É incrível como as pessoas não conseguem ver sua sensibilidade em seu olhar. Às vezes você tenta ser despojada, mas estilo não tem a ver com a roupa nem com os adereços­, mas sim com a alma. Essas palavras mexeram comigo como há muito tempo não acontecia. O infeliz, além de charmoso, sabe que é bom de lábia. Ele me descrevia de um jeito como se eu fosse a mulher perfeita. Claro que eu caí. Com um homem daqueles falando ao pé do ouvido, qualquer uma vira presa fácil. Não foi difícil aceitar seu convite para sair.

Saímos e tudo correu muito bem. Melhor do que eu imaginava. A noite foi maravilhosa e no dia seguinte, diferente dos amadores, ele me deu total atenção. Disse estar em estado de êxtase após a noite anterior. O negão é um conquistador profissional.

A coisa foi fluindo e ele sempre deixando no ar que estava interessado, que nossas saídas se repetiriam muitas e muitas vezes. Saímos pela segunda vez e ele insistia em me deixar nas nuvens. Claro, quanto mais nas nuvens ele me deixasse, maior seria o tombo que ele estava planejando me dar. E deu.

Começou a ficar inacessível, cheio de compromissos, e eu, para não ser chata, parei de insistir. Ainda assim, continuávamos a conversar e ele a me conquistar cada vez mais com suas palavras encantadoras, até que, como todos os outros, veio com aquele papinho idiota de que não podia se apegar.

Cheio de enigmas e parábolas que confundiam minha cabeça e me faziam acreditar que ele estava tão a fim e apegado quanto eu, hoje de manhã ele me solta esta: “quanto a nosso ‘lance’, eu já fui quantitativo e nessa época era fácil pra mim­. Hoje sou qualitativo e só topo com pessoas legais. Mulheres geniais­”.

Valeu por ter me chamado de burra, mesmo tendo dito o contrário dias atrás. Você entendeu tudo errado, ele disse. “Eu me apego facinho­. Só que eu não posso me apegar a mais de uma. Eu só não quis me apegar a você, já estando apegado a outra.”

Por que não disse isso antes, seu filho de uma puta (com todo respeito à senhora sua mãe), já que vivia dizendo que conhecia a minha essência e sabia da minha sensibilidade? Podia ter dito que tinha outra que eu me encarregaria de não me deixar levar pela sua lábia venenosa. Custava ser um pouquinho menos canalha? Você me comeria do mesmo jeito. Mas não, não bastava comer, tinha que pisar. Vivia dizendo que não é como os outros, mas agiu do mesmo jeitinho e depois disso tudo ainda teve a cara-de-pau de dizer que não falta vontade de estar comigo e que deveríamos ter essa conversa pessoalmente, olhando nos olhos. Pra quê? Pra acabar de vez com minha autoestima? O caralho!

Vai-te pra porra e esqueça que um dia você me conheceu.

Como é que eu fui me deixar levar mais uma vez pelas doces palavras de um conquistador? Não foi a primeira, nem a segunda e, certamente, não será a última. Mulher não aprende nunca.

Postado por Gabi

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Nem tão nua nem tão crua

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Admito. Sou mulherzinha com “M” maiúsculo e “inha” com todo o diminutivo a que tenho direito. MULHERZINHA, assim mesmo, em caps lock. Não sei se tenho orgulho disso, mas assumo que esta é a minha verdade.

Independente, bem resolvida, foda, miseravona, passei minha vida construindo uma imagem do que eu não sou, até o dia em que surtei, enlouqueci e fui parar num hospital após ingerir três cartelas de lexotan.

Eu não queria que as pessoas me vissem como uma patricinha chatinha, nojentinha e inhazinha, porque eu tinha todos os pré-requisitos: família tradicional, mimada, roupinhas de marca e uma mãe que me enchia de maquiagens e bijuterias, digamos, finas. Tá, semi-jóias douradas. Daí a minha ojeriza, durante muito tempo, a qualquer coisa dourada.

O auge da minha revolta foi quando minha mãe quis me obrigar a participar de um baile de debutantes. Era um baile tradicional, que, graças a Deus, não existe mais em Brasília, onde as famílias ditas importantes apresentavam as filhas de 15 anos à sociedade. A parte boa era que sempre tinha um ator global para dançar com as donzelas. No meu ano foi o Marcelo Serrado. Ele mesmo, o Crodoaldo Valério, de Fina Estampa. Não, eu não participei. Era muito brega, gente.

As debutantes usavam vestido de noiva. Uma coisa horrorosa. Não, definitivamente, me recusei a participar daquela palhaçada. Cheguei a ir a algumas reuniões. Tinha aulas de etiqueta, dança de valsa e a porra. Minha tia era uma das diretoras do baile. Se eu não participasse seria o fim. O que as pessoas iriam pensar? O que a família ia dizer?

No final das contas, acabei ganhando um som, presente do qual minha mãe passou anos arrependida de ter me dado, porque eu ouvia os dois lados de Cabeça Dinossauro no último volume. Ela vivia dizendo que eu era a decepção da família. Eu adorava ouvir isso. A partir daí passei a ser a rebelde sem causa. Virei crente, depois saí da igreja, cortei o cabelo, pintei de roxo e coloquei um piercing na sobrancelha. Até o analista enlouqueceu.

Achava papo de mulher muito chato e cansativo. Perdia minha paciência com minhas amigas e passei a ter amizade com os meninos. As meninas me odiavam, porque eu estava sempre rodeada dos meninos mais bonitos do colégio. É verdade que eles não me davam bola e me tratavam como se eu fosse um deles, mas me respeitavam, me admiravam, me achavam “retada”. Eu era a foda, a gente boa, massa. As outras eram nojentas, frescas, patricinhas.

O problema é que, no fundo, o que eu queria era ser como as outras, como a minha irmã, a princesinha, a queridinha da família e a cobiçadinha pelos meninos. A que não falava palavrão, a que um dia ia casar e constituir família. Eu queria usar saia curta e ser chamada de gostosa, mas quando eu colocava uma dessas, os meninos riam de mim. “Isso não combina com você”, eles diziam. Talvez aí esteja a explicação de eu ter passado pelo menos 10 anos sem mostrar minhas pernas.

Os meninos nunca queriam nada comigo e por mais que falassem mal das patricetes, era elas que eles queriam. Eu era amiga, confidente e sofria muito, porque era apaixonada pelo meu melhor amigo. Ele nunca soube disso e, hoje, 15 anos depois, prefiro que nem saiba, porque o cara virou um bagulho. Não ele não é mais meu amigo. Parou de falar comigo depois que começou a namorar uma menina que me detestava e o proibiu de falar comigo.

Casar? Deus me livre! Filhos só atrapalhariam minha vida. Era isso o que eu dizia a todo mundo. Mentira que eu sustento até hoje, quando, na verdade, na verdade mesmo, hoje, aos 30, solteira e infeliz, eu admito: ainda ouço Cabeça Dinossauro no último volume, mas também sou mulherzinha sim e quero todo o que elas querem. Quero casar, ter filhos, cuidar da casa, cozinhar e tudo o que uma mulherzinha com M maiúsculo faz. Eu quero, gente. Eu quero muito.

Postado por Renata

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tal qual um limão

“Você hoje está igual limão”. Ouvi isso de um amigo outro dia, que completou afirmando que minha TPM estava em alta. Não, é falta de sexo, respondi. Faz duas semanas que eu não dou uma. Uma semana a gente se vira como pode, mais que isso não há vibrador que suporte.

Semana passada o meu, também conhecido como Tião, quebrou por excesso de uso e eu precisei recorrer às minhas mãos. O problema é que fazia tempo que não utilizava o recurso manual e percebi que havia perdido a prática. Saí, desesperada, percorrendo minha casa, atrás de algum objeto que pudesse substituir. Até na cenoura que estava na geladeira eu pensei, mas ela podia quebrar lá dentro e não ia ser nada bonito eu parar numa emergência de hospital com um pedaço de cenoura enfiado na minha boceta. Lembrei-me, então, do vibra do celular. Fui lá na minha bolsa, peguei meu celular e coloquei para vibrar no clitóris. Muito fraco, sem contar que eu tinha que ficar ligando o vibra a cada 10 segundos. Me irritei.

O jeito foi usar a mão. Ajudou, mas não com a eficiência do finado Tião. Nunca fui chegada a usar a mão. Há anos que eu me masturbo com o vibrador. Muito mais gostoso. Resolvi tentar a duchinha do banheiro. Deu para fazer uma cosquinha, mas nada demais, como a gente vê as pessoas falando na televisão. Fui no dedilhado mesmo, não teve jeito.

O chato de usar a mão é que cansa o braço. A pessoa pode ficar com tendinite, sofrer lesão por esforços repetitivos. O vibrador é muito mais potente. Você pode aumentar ou diminuir a intensidade da vibração e o único esforço que vai precisar fazer é ficar apertando o brinquedinho contra seu clitóris. Você goza tanto que chega a ficar trêmula. Acredite! O vibrador é, literalmente, uma “mão na roda”.

Postado por Renata

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

No meio do caminho havia um shopping, havia um shopping no meio do caminho

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Mulher no shopping em dia de pagamento é uma desgraça. A caminho do trabalho, precisei passar em um para tirar dinheiro. Só tinha 20 centavos na minha carteira. Mas com tantas agências bancárias por aí, por que justamente no shopping? Porque eu ia passar na subway para comprar meu “almoço”. Mas por que no shopping, se há três lojas da subway perto de casa? Porque eu estava perto do shopping quando decidi que queria comer sanduíche da subway no almoço, ora bolas.

Chegando lá, fui direto ao caixa eletrônico. Saquei 40 reais. Só isso? Só isso, ou você nunca ouviu dizer que “dinheiro na mão é vendaval”? Na minha, então, tenha medo.

Caminhando em direção à escada rolante que dá na praça de alimentação, uma palavra me veio à cabeça: Farm. Não, não estou falando de fazenda. É a loja. Que loja?, alguém pode estar se perguntando agora e esse alguém só pode ser um homem, porque eu não conheço uma mulher que não saiba que a Farm é uma loja, de origem carioca, de roupas lindíssimas (e caríssimas também), com estampas únicas e fantásticas e que veste bem qualquer uma de nós. É a minha favorita desde 2005, quando foi inaugurada em Brasília, tomando o lugar da Colcci no meu coração, que com o tempo foi deixando de ser a minha cara, exceto pelas calças jeans, que, até hoje, são as que me vestem melhor. Sim, a Colcci é muito cara também, mas eu não tenho culpa se as roupas que me caem melhor são as mais caras. Eu tento comprar na Renner, na C&A, até na Marisa, mas nada fica bem.

Como ia dizendo, no caminho até a escada rolante, além de ter me lembrado da Farm, passei por várias vitrines com saias e pantalonas lindas, a minha cara, expostas. E mulher, sabe como é, não pode ver uma roupa bonita exposta em uma vitrine, que já pensa logo: estou mesmo precisando de uma calça para trabalhar, ou de um sapato, ou de uma blusa, ou de uma bolsa. Mulher em shopping sempre está precisando de alguma coisa, mesmo sabendo que em seu guarda-roupa já não cabe mais nada. Ainda bem que o meu é igual coração de mãe.

Não, você não pode, sussurrou uma miniatura de mim, vestida de anjo, ao pé do meu ouvido direito. Vá logo comprar seu almoço ou você vai chegar atrasada ao trabalho. Mas você está precisando de umas calças lisas, leves e sociais para trabalhar, ou uns saiões, porque nesse calor tá impossível usar jeans e essa sua roupinha, vamos combinar, está horrorosa, sussurrou uma outra miniatura de mim, segurando um tridente, ao pé do meu ouvido esquerdo.

Tem isso também. Você vai vendo aquele monte de roupa, cada uma mais linda que a outra, e quando se olha nos espelhos espalhados pelo shopping, já se sente a mulher mais feia e maltrapilha do mundo. Ah, não, preciso de umas roupas novas, as minhas estão horríveis. É a primeira coisa que pensamos e já é o primeiro passo para o estrago. Se fosse comprar uma calça ou uma blusa, tudo bem, o problema é que mulher quando começa não quer mais parar. Já quer renovar logo o guarda-roupa inteiro. Tudo bem, renovar o guarda-roupa é legal, mas daí a querer fazer isso todo mês, logo depois que o pagamento entra na conta, é pedir para passar fome.

As duas miniaturas começaram a discutir e eu fui ficando confusa. Quando dei por mim, já estava envolvida pelas araras da Dres To. Fudeu! Eu nunca entro numa loja, assim, por entrar. Sempre acabo comprando alguma coisa. É chato sair de mãos abanando. Já fui vendedora e sei o quanto as meninas ralam para conseguir vender uma peça. Me sinto na obrigação de ser solidária a elas.

Quero ver calça que não seja jeans, você tem? Perguntei à Jamile (era esse o nome da vendedora, super simpática, que me atendeu. Outra coisa que me conquista e me faz gastar ainda mais: simpatia de vendedor)

Quando perguntei da calça, já estava com uma pantalona na mão, doida para levar ao provador. É linda, né? Para você deve ser P, vou buscar uma para você experimentar. Ok, enquanto isso, vou vendo aqui se gosto de mais alguma coisa. É claro que eu já tinha gostado de várias outras peças e pedi que ela pegasse uma blusa que estava exposta na vitrine, afinal, eu não poderia levar uma calça linda daquela sem uma blusa à altura para combinar. Já sentiram, né? Eu nem tinha experimentado a calça e já sabia que ia levar. E levei. Levei a calça e a blusa e já queria sair de lá vestida, porque aquela minha roupinha estava o ó. Aliás, não contem a ninguém, eu já cansei de sair da loja vestida com a roupa recém comprada. Já troquei de roupa em banheiro de shopping também. Será que eu sou a única pessoa que faz isso? Sempre me faço essa pergunta. Não, dessa vez eu não saí vestida com a roupa nova, mas não vejo a hora de chegar logo amanhã para estreia-la.

Postado por Érika

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Carta a um velho conhecido

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Depois de dias pensando no que escrever, finalmente criei disposição para sentar a bunda na cadeira e exercitar meus dedinhos compridos sobre um teclado duro, na intenção de encher a tela do computador de palavras para você. Ainda não sei o que dizer, mas, ainda assim, quero digitar-lhe um texto, uma carta ou coisa que o valha.

Ando um tanto filosófica ultimamente. Filosofia vazia, é verdade, mas filosofias são filosofias. Não, eu não bebi nem fumei maconha. Talvez as substâncias do álcool e da cannabis tenham se instalado de vez no meu organismo, de modo que eu, agora, fiquei assim.

É que eu ando sonhando com você. E aí já viu, né? Meus pensamentos voltaram a se voltarem para você. São sonhos de encontros casuais entre você e eu e eu fico agora imaginando como seria se isso acontecesse. Na rua, em casa, no trabalho, na faculdade, na praia, na puta que pariu, eu só tenho pensamento para você. No caminho da minha casa até o mercado, imagino você se aproximando, no shopping e nos pontos turísticos da cidade, imagino que você pode estar a passeio e aí, num susto, nos esbarramos. Muito louco isso, louco mesmo, de loucura mental.

Eu tenho ido dormir pensando em você e rezando para sonhar com você. E sonho. Fico louca querendo perguntar de você às pessoas, mas aí eu levaria uma baita de uma bronca de todas elas.

Nunca me esqueço do dia do seu aniversário, nem do dia em que tudo começou entre a gente. Maldito dia, do qual, por incrível que possa parecer, eu não me arrependo nem um pouco. Imagine só, morrer sem ter conhecido o gosto e a textura do que você tem de mais gostoso?

Nesses anos todos achei que tivesse te esquecido, mas aí volto a pensar em você e percebo que não esqueci porra nenhuma. Também, quem manda ter a pica doce? Pode se gabar, mas, na cama, você foi o melhor de todos. Não só na cama. Na verdade, o conjunto todo. A gente tinha uma sintonia que eu não consegui ter com mais ninguém. Tive um que chegou perto, mas não te superou. Cheguei a pensar que finalmente havia encontrado alguém melhor que você. Engano meu. Seu oral é muito melhor, você bate e foi o único que eu tive que gostava de levar na cara e ainda pedia mais.

Meu último namoradinho era um amor, mas foram seis meses de puro tédio. Um médico lindo e super inteligente. Você sabe o quanto sinto tesão por inteligência. Moreno, cabelos de cachinhos, barba (eu adoro uma barba, principalmente roçando aquela parte baixa e central do meu corpo, que você conhece muito bem), mas ele não dava conta de mim. Eu até gostava do bichinho, mas eu queria agressividade. Na verdade, eu busco um assim como você, com cara de canalha (todo canalha é magro, lembra?). Ele é magro, mas certinho demais pra mim. Meu outro ex tem aquele tempero baiano que eu acho uma delícia e que você não tem, mas, ainda assim, você continua sendo o número um.

Nem era isso o que eu tinha a dizer, mas aí o assunto foi surgindo naturalmente, de modo que eu acho que você ou vai rir, ou vai me achar ridícula, ou as duas coisas, ou simplesmente ignorar sem achar nada. Mas a vida é assim mesmo.

Olha, apaixonada por você, não mais, mas eu seria, fácil, sua novamente, só pra voltar a ser bem comida. Não que eu esteja mal comida, porque eu dou os meus pulos, mas não tão bem quanto quando era você quem me comia.

A vida vai bem, obrigada, mas ela estaria muito melhor com você na minha cama todos os dias.

Postado por Bárbara

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Direto ao ponto

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Mulher tem mania de se achar tão poderosa a ponto de querer mudar um homem. Coitada. Coloque uma coisa nessa sua cabecinha oca, filhinha: você não vai conseguir. Não, não estou te chamando de incapaz nem estou querendo te diminuir. Mas desconheço qualquer registro de uma mulher que tenha conseguido essa façanha. É como a fórmula da coca-cola, ninguém sabe qual é.

Essa mania de achar que vai colocar homem mulherengo na linha e depois se casar com ele é ilusão, minha filha. Onde já se viu sair uma vez e, na segunda, já querer um anel de noivado? É uma semana saindo com o cara e você já se sente no direito de fazer mil e uma cobranças, mas aí você já sabe no que vai dar, não é, meu bem? Afinal de contas, não terá sido a primeira vez. E não venha querer entrar no jogo dele, naquela de que também não quer compromisso, sabendo que o que você mais quer na vida é se casar, ter filhos e viver como uma família de comercial de margarina. Você vai se foder do mesmo jeito.

A não ser que o cara seja um mosca morta, e nesse caso não tem o que mudar, porque já veio sob medida para servir de capacho, quem muda acaba sendo você. Se ele prefere as loiras, lá vai a trouxa tingir o cabelo. Se ele prefere as peitudas, você passa fome, mas desembolsa um belo par de seios e se ele achar que ficou feio, você vai correndo mandar tirar. E se ele não gosta dos seus amigos? Você se isola e passa a viver a vida dele. Tolinha!

Na qualidade de mulher, até concordo quando vocês reclamam que os homens não querem nada (eu também reclamo, não vou mentir), mas também é verdade que nós estamos cada vez mais insuportáveis. Eu até entendo essa postura masculina, porque aguentar mulher hoje em dia deve ser um ato de heroísmo.

Quanto a mim, estou muito bem, obrigada, e não estou esperando nenhum pedido de casamento ou algo que o valha após o segundo encontro, mas que ele continue me dando o prazer da sua companhia e aquelas outras coisas que tem oferecido tão bem, que tá massa.

Postado por Deby

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Não é dor de cotovelo, é raiva

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Não que eu ainda sinta alguma coisa por ele. Realmente, não sinto absolutamente nada. Ou pelo menos achava que não sentia, até vê-lo, hoje, com ela, debaixo do guarda-chuva, com o braço esquerdo passando pela cintura dela, como um casalzinho patético. Doeu, mas não foi no coração, foi no ego.

A primeira coisa que a gente pensa nessas horas é “o que ela tem que eu não tenho?” Beleza interior, deve ser. Ou será que, naquela idade, ainda é virgem e ele quer ser o primeiro? Talvez nem seja, mas com certeza ele ainda não comeu. Ou será que comeu? Ela tem estado tão menos feia que de costume, com um certo brilho no olhar, esmalte vermelho. E o que eu tenho a ver com isso? Eles que são livres, que se explodam.

Mas por que essa raiva dela se ela nunca me fez nada? O cretino da história é ele, que dá em cima de todo mundo. Ela nem é minha amiga, não tem por que não ficar com ele, mesmo sabendo que nós dois tivemos uma historinha e que, já na época, dava em cima dele descaradamente. Mas ele dava trela, aquele mulherengo, que, depois de tudo o que me fez passar, ainda deu em cima de uma amiga minha, que tinha sido rejeitada pelo carinha que tava ficando, fazia pouco tempo. E mulher rejeitada adora quando outro começa a dar em cima dela, seja para massagear o ego, seja para levantar a autoestima e, o mais provável, para fazer ciúme no cara que a rejeitou. Pior que a cachorra me contava tudo, achando (fingindo achar, que eu sei), que era tudo muito natural. Tá, ela não tem culpa. Ele é que deveria se tocar e ter o mínimo de respeito pelos sentimentos de alguém que ele sempre disse considerar pra caralho.

Eu ainda não sei o que aconteceu pra ter sofrido tanto pelo desgraçado. Ele não me satisfazia sexualmente. Uma vez, em meio a uma discussão, a criatura teve a coragem de me chamar de mal comida. Claro, você não consegue dar conta. Falei pra ele, que até pode ser bom lá para as negas dele e para essa outra aí do guarda-chuva que nunca deve ter visto uma pica de verdade ou, se viu, não deve ter sido lá essa pica toda.

Minha autoestima afundou, mas minha raiva foi ainda maior que a profundidade do buraco para onde foi a autoestima. Tá, eu tenho ficado com outras pessoas, mas isso não vem ao caso. O caso é que ele está dando em cima daquela coisa na minha frente. Me sinto como se tivesse sido trocada.

Não, gente, eu não sinto nada por ele. É só raiva e a dor de ter sido jogada para escanteio. Juro.

Quer saber do quê mais? Que ele vá pro diabo que o carregue, porque, de pica, eu estou muito bem servida.

Postado por Renata

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Pica de ex para manutenção própria pode ser perigoso

Pica de manutenção é bom, mas pode ser perigoso se o dono for seu ex. Sempre tive uma pica de manutenção e nunca tive problema como venho tendo com a atual. É que antes de se tornar objeto de manutenção, ela era objeto de diversão, carinho e muito amor. Eu estou falando da pica do meu ex. Esse nome é feio, né? Mas eu vou chamar como? Pinto? Rôla? Pênis? Pênis confere uma certa formalidade e formalidade, quem me conhece sabe, não combina comigo. Pinto é um tanto arcaico e rôla é mais feio que pica. Tem peru também, mas que brega, né? Vamos de pica mesmo (opa!).

Foram três meses intensos de namoro. Praticamente um casamento relâmpago. Confesso que eu só quis namorar depois de ter experimentado. O cara é o espetáculo da Terra e sabe disso. Ele nutria uma certa paixãozinha por mim. Fez de tudo para me conquistar e conseguiu. Também, com aquela pica fantástica, não há mulher que resista. Não foi só a pica, gente. Ele era um amor. Carinhoso, cuidava de mim, fazia comidinhas gostosas, me paparicava, fazia todas as minhas vontades e ainda era bom de cama. Poucos conseguiram dar conta de mim como ele. A gente tem uma química muito forte. Nossos corpos juntos falam por si só. A coisa é tão forte que mesmo depois de um ano do término do namoro, não conseguimos nos largar.

De março para cá temos nos visto constantemente. Ele tem sido a minha pica de manutenção e eu não tenho nenhuma à altura para substituir. Estava com um paquera, outro, mas nada que chegue perto dele. Ele sabe usar direitinho aquilo que carrega no meio das pernas. E como sabe. Eta God maravilhoso!

Eu deveria estar feliz, né? Embora eu tenha amanhecido cheia de disposição e com pele em seda, meu coração se encheu de vazio na hora em que ele saiu pela porta da minha sala. Bem que ele falou que beijar na boca era perigoso. Por que eu não segui os conselhos da Kit De Luca de uma Linda Mulher? Mas sexo sem beijo na boca é tão estranho. No início não nos beijávamos. Mal nos olhávamos. Mas não era a mesma coisa. O sexo em si, a coisa da carne, é bom, mas o beijo completa e traz emoção.

Será que eu ainda gosto dele? Olha, não sei dizer, porque não teria problema nenhum se eu saísse na rua e o visse com outra, como já aconteceu algumas vezes. Até o recomendaria às minhas amigas. Mas e a vontade de estar perto dele o tempo todo? E a falta que ele me faz quando eu faço o café que ele me ensinou; quando vejo maracujá no supermercado e me lembro do mousse de maracujá que ele faz; quando vejo alguém tomando a cerveja preta que ele tanto gosta, quando vejo uma calcinha vagabunda nas lojas de departamento e imagino que poderia comprar só para ele rasgar, como tantas outras que ele já rasgou; quando ouço uma música e tenho certeza de que ele ia gostar muito de ouvir também; quando vou andar de bicicleta no parque e me lembro da primeira vez em que fui lá e que foi com ele; quando vejo uma onda grande e me lembro que ele adoraria estar ali com sua prancha? Tantas lembranças que um beijo, um único beijo, trouxe à tona.

Eu não sei realmente o que sinto, mas se ele pedisse para voltar, eu não pensaria duas vezes. Voltaria facinho, facinho.

Postado por Renata