terça-feira, 31 de agosto de 2010

Tudo ao mesmo tempo agora

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As aulas começaram, a faculdade tá cara, a grana tá curta, o trabalho tá chato e o namoro acabou. Se tivesse grana, pegaria o primeiro avião para o Rio de Janeiro nesta sexta-feira. Lá eu me esqueceria de tudo, pelo menos por alguns dias. Pensar que saí de lá pra esquecer quem lá deixei e agora quero voltar para, por uns dias, esquecer quem aqui me deixou. Não, dessa vez não vou tentar me matar. Não tenho pílulas nem disposição. No fim, eu sempre acabo, viva, na maca de um hospital. Confesso que isso já ficou cansativo. Nem penso em me jogar na frente de um ônibus ou atravessar a Paralela a passos lentos. Não, não quero morrer, porque semana que vem tem prova de Processos Básicos e na outra, finalmente, vou brincar com os ratinhos no laboratório. Biotério é o nome e não se fala “ratinhos” e sim sujeitos-experimentais - aprendi isso hoje na aula de Epistemologia. O ex? Até ontem às 21h era atual. Vai bem, obrigada. Gente boa. Gosto dele. Uma pena não ter mais com quem ir ao Bom Preço, porque, vamos combinar, mercado já é chato. Sozinha então é o ó! Eu? Vou ter que aprender a fazer café e mousse de maracujá. Ando cansada, com dor nas costas e com vontade de ficar rica. Pensei em me prostituir. Pegar só executivos de alto calão. Não os daqui. São feios e gordos. Os do Rio, talvez. Bonitos e sarados, que jogam futevolei no Recreio e na praia de Ipanema. Mas esses aí não precisam pagar por sexo. Têm de graça e quando quiserem. Idéia abortada. Falando em aborto, Luisa terá outro pai e Téo voltará a ser Miguel. E por falar em Rio, como eu queria estar lá tomando meu mingau. Aqui não tem mingau. Não como o de lá. O de lá tem uma porção mágica que me faz esquecer dos problemas.

Postado por Fina


segunda-feira, 12 de julho de 2010

No ginecologista

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Na verdade, nA ginecologista. Nunca me consultei com ginecologista homem. Sempre tive vergonha. Hoje, se tivesse de ir, iria, sem vergonha nenhuma, principalmente se fosse um recém-formado, cheirando a leite, bem gatinho. Adoro os novinhos. Eles costumam ser ótimos, dispostos e cheios de energia.

8h45 da manhã. Horário dos meus exames de ultra-sonografia (ou ultrassonografia?) transvaginal e da mama. Nunca tinha feito isso. Era uma médica, coroa, não muito bonita. Na verdade, nada bonita. Mas gente boa, como todas as ginecologistas que conheci. A que eu me consultava no Rio era linda, mas eu não pegaria. Acho que aquele jeitinho de "mulherzinha", aquela voz infantil, aquele jeito de filha única, que ela tinha (tem, porque ainda não morreu) me incomodava. Mas ela era bem atenciosa e enfiava aquele bico de pato com cuidado, para incomodar o mínimo possível.

Eu odeio esse tal de Papa Nicolau. Chego a me contorcer toda, de agonia, só de lembrar. A sensação daquela coisa abrindo e rodando dentro de mim, como se fosse me beliscar o útero. Gosto não. Mas eu bem gosto na hora do exame do toque, quando ela enfia a mão pra examinar o colo do útero. Mas o transvaginal... ah, o transvaginal! Aquele bastão com gelzinho gelado na cabecinha. Confesso que, por pouco, não dei uma gozada. A médica não cooperou. Gente boa, mas feia. Teve uma hora que eu fechei os olhos e comecei a imaginar que tinha alguém ali me comendo. Foi aí que eu quase gozei. Me senti Maria Clara Gueiros, em "Sexo com Amor".

A ultrasson da mama também é legal. O gelzinho gelado no biquinho e depois se espalhando pelos seios. Me arrepiei toda. Tenho seios sensíveis. Sou capaz de gozar com aquelas mamadinhas de leve. Adoro!

Os exames chegaram ao fim (uma pena, porque eu estava adorando). A parte chata foi ter que me limpar. Aquele gel lambuza tudo. Quase acabei com o rolo de papel-toalha da doutora.

Gostei, e muito. Melhor que masturbação!

Postado por Deby

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Hoje

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Hoje acordei covarde e preguiçosa.
Com vontade de me jogar do alto de um prédio.
Mas eu moro no primeiro andar.
Minha prima mora no décimo.
Deu preguiça de pegar um ônibus até lá.
Passou um caminhão.
Pensei em me atirar.
Fiquei com medo de me machucar.
Eu só queria poder voar.

Postado por Amanda

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O mais do mesmo

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Durante muito tempo fiquei sozinha. Desde 2005, quando terminei um namoro de 3 anos, nunca mais consegui ter um relacionamento estável. Cheguei a ficar noiva após esse relacionamento, mas confesso que foi algo precipitado, mais da parte dele que da minha.

Aconteceu no momento em que ele ficou sabendo que eu iria embora para um outro Estado e, talvez por medo de ficar sozinho, me pediu em casamento. Eu aceitei. Era apaixonada por ele. Mas nós estávamos juntos apenas há um ano, entre trancos e barrancos. No início ele não queria. Eu que fui atrás. Acho que acabei vencendo-o pelo cansaço.

Dois meses após o pedido, eu, já morando em outro Estado, mas com minha volta garantida, questão de tempo, mais precisamente um mês, decidi que não queria mais voltar e, consequentemente, não queria mais me casar.

Conheci outros caras interessantes, fiz novas amizades. Eu estava experimentando algo completamente novo: a liberdade. Terminei o noivado. Acho que foi um favor que fiz para mim e para ele, mas depois disso nunca mais consegui namorar ninguém. Não por falta de vontade, mas porque ninguém se interessava o bastante para isso.

Conheci Guilherme. Chegamos a ensaiar um namoro, mas ele era oito centímetros menor que eu e nós dois tínhamos vergonha da diferença de altura. A gente se gostava, mas não o suficiente para superar esse "problema". Terminamos, mas, felizmente, somos grandes amigos.

Depois dele, fui ficando com um aqui, outro ali e aí conheci um garoto de 19 anos (na época eu estava com 25). Depois de muito insistir, topei namorar com ele, mas, pela diferença de idade, estávamos em fases diferentes da vida. Não deu certo e eu já sabia que não duraria muito. Mas não custava arriscar, né?

Conheci Vicente. Paixão à primeira vista. Ele tinha namorada. Desisti logo que soube. Mas ele me procurou e com ele mantive um rolo de quase 3 anos. Nesse meio tempo eu "terminei" com ele algumas vezes. Uma das vezes foi para me relacionar com um colega de trabalho, por quem me apaixonei perdidamente, a ponto de quase enlouquecer, se é que não enlouqueci. Ele era casado e claro que não se separou para ficar comigo.

Pedi transferência para Salvador, reencontrei um antigo amor, mas ele estava noivo. Vivemos o que tínhamos que viver e seguimos nosso caminho. Ele continuou noivo e eu cada vez mais traumatizada com meu histórico de relacionamentos desastrosos. Mas "a vida é uma caixinha de surpresas".

No momento em que eu estava completamente fechada, recolhida no meu mundinho solitário, de certa forma confortável, sem sofrer, conheci um cara muito especial: livre, desimpedido e apaixonado por mim. Ele soube me conquistar. Estamos namorando, mas eu ando insegura, tensa, com medo de sofrer de novo. Tenho medo de muitas coisas. Acho que esqueci como é namorar alguém legal ou talvez não esteja preparada ou talvez esteja destinada a viver sozinha. Oh, quanto drama!
Quero minha mãe...



terça-feira, 22 de junho de 2010

Nós cinco

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Faz tempo que a gente não vem aqui. Talvez seja falta de tempo, falta do que dizer ou preguiça mesmo e neste caso eu falo por mim.

De repente a vida de cada uma de nós tomou um rumo. Ganhamos um norte. Passamos a nos ocupar de coisas tão distintas, em tempos tão malucos, que nossos momentos livres não coincidem mais. Como se, depois de velhas (estamos todas na faixa dos 30), finalmente descobrimos (para depois percebermos que, mais uma vez, nos enganamos - e eu acho isso uma delícia) o que realmente queremos da vida, como nos 17 anos, quando entramos na faculdade acreditando que ali estaria a solução que realizaria nossos sonhos. Mas dali a quatro ou cinco anos, tudo muda, toma outra direção e os sonhos passam a ser outros. Percebemos que eles estão bem distantes daquela realidade cômoda.

Renata está à beira de abandonar o doutorado e, com ele, o sonho da vida acadêmica. Agora resolveu que quer se casar, ter um casal de filhos e morar em Villas do Atlântico. Depois de anos de desilusão, me parece que ela conseguiu encontrar a tal "alma-gêmea" (sonho - às vezes camuflado ou guardado sob sete chaves - de todas as mulheres). Já acreditei mais nessa coisa de alma-gêmea, embora eu ainda espere encontrar meu príncipe encantado, mas se Renata está feliz, "que seja eterno enquanto dure".

Gabi está trabalhando como figurinista para alguns grupos de teatro, voltou a dar aulas de passarela e está planejando ir passar um tempo na Europa.

Érika está estudando francês e, pasmem, decidiu fazer um curso de gastronomia, caso Claude Troisgro não selecione seu vídeo. Ah, já ia esquecendo: ela está namorando.

Deby, quem diria, terminou com seus rolos de "relacionamento aberto" e começou a escrever contos eróticos (ela deve mesmo ter muito o que contar).

Eu? Bem, eu passei no vestibular, mandei vários torpedos campões, provei genipapo cristalisado, decidi jogar na megasena, terminei de ler Leite Derramado no ônibus e comecei a Biografia da Coco Chanel, também no ônibus.

Hoje fui fazer a minha matrícula na faculdade. Psicologia. Talvez esteja aí o caminho para eu tentar descobrir ao menos parte do que sou ou, na pior (ou melhor, vai do ponto de vista de cada um) das hipóteses, eu "despiroque" de vez.

Foto: http://maisquevencedora-cristina.blogspot.com/2009/12/amigas.html

Postado por Bárbara

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Tá namorando!

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Sabe aquela famosa frase, feita para consolar solteironas, que diz que "quando você menos esperar, vai aparecer uma pessoa maravilhosa e blá blá blá"? Quem nunca ouviu isso, né? Eu ouvi durante anos e, confesso, odeio quando alguém me diz. Mas, de tanto ouvir, resolvi "menos esperar" e "menos esperei" durante um bocado de tempo. Resultado: decidi que nem mais nem menos esperaria porra nenhuma (desculpem-me o palavrão, mas não encontrei nada melhor nem mais sutil que o pudesse substituir).

Não me restava nada além de curtir minha solidão e tirar o melhor proveito dela, fazer o quê? Que diferança faria ficar esperando de mais ou de menos, se nem uma peça rara, daquelas que ninguém quer, estava aparecendo?

Foram meses me consolando em frente à TV ou à tela do computador, com a ajuda do vibrador. Cheguei a pensar até em produção independente, mas até o sexo sem compromisso, que nunca me havia faltado, estava me faltando (e inseminação artificial, como dizem aqui na Bahia, é baixo astral).

Comecei a dar uma de Pollyanna e fazer o jogo do contente. Fui buscar o lado bom disso tudo. Encontrei alguns. Por exemplo: dormir na diagonal, atravessada ou esparramada na cama de casal, já que os meus 1,78 de altura jamais me permitiriam fazer isso dividindo a cama com alguém; ter o controle remoto da TV só pra mim; não ter que me preocupar com o bafinho matinal e, principalmente, não me preocupar com depilação, porque aquilo sim é tortura.

Abracei a solidão e aprendi a apreciar minha companhia, ao lado de uma garrafa de vinho nas noites de segunda-feira, ou na rede, lendo um bom livro, ouvindo jazz e treinando meu francês. Aprendi a fazer pipoca de panela para me acompanhar nos filmes das tardes de domingo e confesso que estava gostando ou, talvez, me acostumando. Aprendi a me masturbar usando vibradores e até que não estava tão ruim assim. Pelo menos me fazia gozar. Mais um pouco e eu acabava apaixonada pelo brinquedinho.

Dia desses pensei em contratar um garoto de programa. Precisava sentir uma respiração ofegante ao pé do meu ouvido. Mas quando olhei na carteira só tinha o cartão de crédito e o banco era muito longe. Deu preguiça. Desisti e parti pro de sempre.

E foi assim, durante muito tempo, até o meu chuveiro quebrar. Sabe aquela história do amigo do amigo que o amigo diz que "tem tudo a ver com você"? Eu ficava irritada quando um amigo ou uma amiga queria me apresentar alguém que, na concepção dele, ou dela, daria super certo comigo. Como se eu estivesse desesperada para desencalhar (não que isso fosse mentira).

Então... o chuveiro. Antes de quebrar, eu havia conhecido um amigo de um casal de amigos meus (que, segundo eles, tinha "tudo a ver comigo"). Não dei muita importância, mas acabou que ficamos muito próximos. Semanas após, o chuveiro aqui de casa quebrou e tão logo soube, ele se ofereceu para consertar. Bendito chuveiro!

Resumo da ópera: não é que temos mesmo tudo a ver um com o outro? Ele não se incomoda com o bafinho matinal, eu continuo dormindo esparramada, só que agora nos braços dele, ele adora minhas pipocas de domingo à tarde e depilar tem sido bastante prazeroso.

Então, calcinhas solteironas, aí vai a dica: nunca deixe de conhecer o amigo do amigo - ele pode realmente ter"tudo a ver com você"; não se irrite se seu chuveiro queimar - tem seu lado positivo.

Preciso dizer mais alguma coisa? Acho que não, né?

Postado por Érika

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Pasta de tomate seco

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É que no último post Erikinha disse que ia colocar a receita da pasta de tomate seco que "ela" inventou. Como assim "ela" inventou? É muita cara-de-pau!

Na verdade quem inventou essa pasta fui eu. EU! Tudo bem que Érika teve sua parcela de participação, sugerindo que eu acrescentasse manjericão.

Vamos à receita, entonces!

Tomate seco (óbvio, já que a pasta é de tomate seco)
Pimentão (da cor de sua preferência - eu gosto do amarelo)
Cebola (também tanto faz se for da roxa ou da normal - não deve fazer muita diferença)
Manjericão (muito bem sugerido por Erikinha)

Medidas: não sou muito boa nisso. Sempre vou no bom senso e aposto no de vocês também.

Cortem o tomate seco em pedaços bem pequenos. Faça o mesmo com a cebola e o pimentão. As folhinhas de mangericão eu também corto. Na verdade eu rasgo. Érika coloca inteira. Depois vocês vão pegar esses ingredientes e vão misturar com o requeijão cremoso até formar uma pasta. Hum... acabei de pensar que com queijo cremoso do tipo cheddar também deve ficar bom. Vou fazer o teste neste fim de semana e conto pra vocês.

Depois de pronta, é só passar no pão, na torrada, no biscoito, onde você quiser. Eu gosto muito de comer com pão de forma plus vita 12 grãos (é ótimo para o intestino), biscoito cream cracker e no pão sírio. Hum... acabei de me lembrar do beirute do Museu Carlos Costa Pinto, aqui no Corredor da Vitória. Recomendo!!

Outra coisa: Érika ainda coloca uva-passa. Particularmente, prefiro sem, mas é que aquilo ali tem mania de uva-passa.

Mais uma coisinha: se você não gosta de cebola, de pimentão ou de ambos, não tem problema. A pasta fica boa sem esses ingredientes também.

Uma outra coisinha: acabei de ver uma receita de pasta de tomate seco que leva clara em neve. Nunca na minha vida eu consegui separar a clara da gema, quanto mais bater em neve.

E por último: bon appétit!

Postado por Bárbara

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sem jeito mandou lembrança

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Dias atrás fomos todas à casa de Bárbara para assistir filminho. Assistimos ao Julie e Julia e, ao final, ficamos todas com vontade de aprender a cozinhar.

Somos verdadeiros desastres gastronômicos. A única que sobrevive é Bárbara. Júlia, que como nós, mal sabia fritar um ovo, tornou-se referência em gastronomia na França. E a história foi real! Logo, se ela conseguiu, porque eu não posso, ao menos, aprender a cozinhar? Não penso em me tornar chefe de cozinha, mas, pelo menos, aprender fazer um arrozinho soltinho, ah, isso eu bem queria.

Saí da casa de Bárbara decidida a aprender. Para seguir com o meu projeto comecei gravando um vídeo para o programa "Que Maravilha!", de Claude Troisgros, no canal GNT. Claude é um chefe de cozinha que vai até a sua casa te ensinar a cozinhar, caso seu vídeo seja selecionado. O meu tá gravado, mas não tive coragem de mandar ainda.

Outro dia senti vontade de tomar sopa de legumes. Nada daquelas sopas de saquinho. Queria aquela que minha mãe fazia quando eu era criança. Resolvi então me aventurar. Fui ao mercado e comprei batata, cenoura, cheiro verde, cebola, pimentão, caldo knor (queria o maggi - o caldo nobre da galinha azul - alguém se lembra desse?) e peito de frango (minha mãe fazia com carne, mas eu sempre preferi frango). O macarrão e o resto dos ingredientes eu tinha em casa. Aliás, macarrão é o que não falta na minha casa. É que é a única coisa que eu sei fazer, além de ovos mexidos.

Para complementar a sopa, acrescentei tomate seco (não vivo sem tomate seco - depois coloco aqui a receita de uma pasta que eu inventei com tomate seco, para comer com pão) e manjericão (também não vivo sem manjericão). Acreditem: ficou uma delícia!

A cozinha, como sempre, ficou de cabeça para baixo (um dia eu aprendo a ser organizada. Mas, antes, quero aprender a cozinhar).

Sopinha pronta, hora de guardar as coisas para, enfim, poder saboreá-la. Tomate seco na geladeira, pacote de macarrão no armário e, de repente, o pote de sal escorrega da minha mão. Voou sal para tudo quanto é lado (pelo menos a panela da sopa estava tampada). Tinha sal até no meu cabelo. Ainda bem que no dia seguinte era exatamente o dia da faxineira.

Lá vai Érika pro banho. Não ia tomar sopa toda suja de sal. E o banho era de água fria (até hoje não consegui arrumar um homem pra arrumar meu chuveiro).

Banho tomado, hora da tão sonhada sopa. A novela estava começando. Coloquei a sopa no prato e tomei todinha enquanto via a novela. Chorei horrores vendo Miguel e Luciana, em lua de mel, em Paris, mesmo sabendo que tudo aquilo não passava de um fundo azul. Logo eu que não sou disso (carência é uma desgraça). Um dia hei de encontrar o meu Miguel (mas vou pedir que a nossa lua de mel seja na Disney).

Quanto à cozinha, a faxineira cuidou de limpar tudo no dia seguinte.

Postado por Érika

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Big Brother ao lado

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Há pouco, como já é de conhecimento de alguns, me mudei da Barra para a Pituba. Meu apê na Barra (meu não, porque era alugado) não tinha vista para o mar, mas ficava na cara do Porto da Barra.
Exceto aos sábados, domingos e feriados, depois das 10h, a praia do Porto é a melhor, em Salvador, para quem gosta de nadar. Apesar do problema no ouvido esquerdo que sete anos de natação me deixaram de herança, eu nadava ali quase todas as manhãs. Usava aquele tampão que evita entrar água no ouvido, mas não adiantava muita coisa. Uma gota que seja já me causa uma dor infernal, hoje, não tão insuportável quanto antes. Já me acostumei com essa dor maldita. Nem ela foi capaz de fazer com que eu parasse de nadar (pratico natação desde os 11 anos de idade). Adoro!

Aqui na Pìtuba, moro na orla. Da minha janela vejo o mar e os vizinhos do prédio ao lado. É um verdadeiro Big Brother. Ainda bem que não dá para ouvir certos barulhos. Em tempos de seca, não seria uma boa.
O reality show do prédio ao lado às vezes me diverte. Tem um cara que mora sozinho. Diga-se de passagem, seu apartamento é de muito mal gosto. As paredes da sala são coloridas e mal pintadas. Decerto ele quis dar uma de artista moderno e resolveu, ele próprio, dar esse toque de esquisitice. Os móveis são um sofá velho, um rack com uma TV em cima e uma mesa de plástico, (daquelas de boteco, sabe?) com quatro cadeiras que, se sentadas por uma pessoa que esteja acima do peso, ou seja, por ele, quebram fácil.

Todos os dias, por volta das 21h, ele se senta numa dessas cadeiras (duas: uma amontoada sobre a outra, que é para aguentar o peso) com a janela escancarada, só de cueca (se ao menos fosse bonito, mas o cara é bem estragadinho). Ele fica horas ali, vendo TV. Não que eu fique o tempo todo observando os movimentos do cara, mas sempre que venho aqui na sala, me deparo com essa visão do inferno.

O mais curioso é que todos os dias ele chega com uma mulher diferente, que cuida dos afazeres domésticos e em seguida, vai ver TV sentada no colo dele. Ele bem tem cara daqueles "tiosão" que nunca se casou e nem teve filhos, que tem um emprego marromeno e tira uma de pegador, quando na verdade todas essas mulheres são pagas para estarem com ele. Deve ser daqueles que frequentam puteiro, mais conhecido aqui na Bahia como "brega".

Gente, ele tem cara de porco, daqueles que tem crosta no pênis (nunca vi pênis encrostado, mas imagino o quanto deve ser nojento). Ele não tem cara de que tem chulé. Ele tem pelo nas costas. Também tem cara de babão e eu sou uma tremenda de uma desocupada, que deveria estar dormindo em vez de ficar falando da vida alheia.

Qualquer dia desses eu falo do adolescente que fica vendo TV de madrugada. Deve ficar se masturbando vendo filme pornô enquanto os pais estão dormindo.
Quer horror!

Postado por Renata

Um homem, por favor!

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Tem horas em que eu tenho certeza de que "sou mais macho que muito homem", mas há mmentos em que eles fazem muita falta, e não falo apenas no sentido emocional, porque eu já aprendi a me consolar com os mocinhos hollywoodianos e outros brinquedinhos que eu não preciso citar aqui. Claro que não substitui, mas ajuda bastante.

Esse da foto, dependendo do atributo que a mesma esconde, seria perfeito se, além de me dar o que eu preciso, lavasse, passasse, cozinhasse, fizesse massagem nos meus pés e trocasse o chuveiro.

Minha casa quase pega fogo por duas vezes. Eu morro de medo de eletricidade, mas troco uma lâmpada como ninguém. Já troquei a resistência do chuveiro duas vezes também e outra vez até troquei o chuveiro. O problema foi que eu não consegui enrolar os fios direito. Funcionou bem por algumas semanas até que uma vez, durante o banho, senti um cheiro de queimado. Quando olhei para cima, estava saindo fumaça dos fios. Ah, gente, pelo menos eu tentei. Chamei um eletricista que ficava sempre aqui no bairro e ele ajeitou tudo para mim.

Esta semana aconteceu algo parecido com o episódio acima. Estava eu, tomando aquele banho bem quente (pode fazer o calor que for, mas banho, para mim, só se for muito quente, a ponto de deixar o banheiro todo embassado) e de repente, aquele cheiro familiar de queimado. Dessa vez não chegou a sair fumaça do fio, todo desgastado por causa do salitre. Maldito salitre. Desliguei na mesma hora e coloquei no frio. Nunca desejei tanto um homem, como naquele momento. Ai, gente... banho frio é o fim! Mas eu precisava terminar, porque estava com a cabeça toda cheia de shampoo. Foi horrível!

No dia seguinte, de manhã bem cedo, lá vou eu tomar banho. Liguei o bendito e aquela água gelada começou a cair. Então coloquei no modo verão. Funcionou. Mas é bem verdade que "alegria de pobre dura pouco". Durou até hoje pela manhã, porque quando voltei do trabalho e fui tomar banho, notei que o chuveiro estava no frio. Pensei: a faxineira deve ter mudado pra poder lavar dentro do boxe e esqueceu de voltar pro modo anterior, como de costume. Voltei pro modo verão e... surpresa! Quando liguei saíram faíscas verdes do fio e eu estou até agora sem tomar banho. Cadê o homem? Cadê? E não é qualquer homem, porque meu ex era mais medroso que eu. Era eu quem trocava as lâmpadas da casa dele.

Postado por Érika

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Tradução

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Prada Handbag Chocolate: R$ 12x de 198,45 no cartão (tem gente que passa fome mas compra)

Sapato Arezzo: R$ 199,00 à vista (prefiro minhas melissas)

TV LCD 42'': R$ a perder de vista no crediário (o meu trambolho de 21'' tem cumprido o seu papel)

Uma carta linda, acompanhada de um vaso de flores, após um dia cansativo de trabalho: não tem preço.

Postado por Gabi

Sessão tortura

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Estou falando do ortodontista. Quer tortura pior que essa? Não conheço outra.

Há três anos, uma vez ao mês, eu tenho que ir ao ortodontista apertar o aparelho. Não aguento mais. Estou quase mandando o infeliz tirar essa porcaria. E não adianta dizer que a gente se acostuma, porque é mentira. Eu nunca me acostumei com isso.

Por que eu coloquei? Vou explicar. Aos 12 anos eu arranquei meu último dente de leite: o canino direito. Minha boca é pequena, tal qual minha arcada dentária. O resultado disso foram 14 anos banguela, com o canino incluso, por falta de espaço para nascer.

Você pode estar pensando: mas por que não arrumou isso antes? E eu explico: não tinha dinheiro. Antigamente aparelho era muito caro. A manutenção custava meio salário mínimo e aquela parafernalha toda que eles colocam na boca da gente custava mais que o salário da minha mãe, que, além de mim, sustentava mais três. É, pois é... não rolou. O importante é que, antes tarde do que nunca, meu canino já está aqui, direitinho, e meus dentes estão lindos.

Por que não tiram logo esse sofrimento de mim? Nem precisa ser muito inteligente para constatar que eles querem arrancar meus suados R$ 80,00 todo mês.

E hoje é dia de sessão tortura. Minha boca está toda cortada e eu sempre engulo aquela massinha que eles dão para proteger a parte de dentro dos lábios do aparelho. E o fio dental? Que coisinha mais irritante, gente! Eu confesso que não uso todos os dias. Vivo levando bronca do meu dentista, mas não tô nem aí. Odeio!

Nem posso comer amendoim, senão quebra um bracket e toma-lhe mais bronca. Mas quer saber? Como diria aquela do Zorra Total (confesso que TV à cabo, sábado à noite, às vezes não tem nada melhor): "To pagaaaaaando!"

Durante as refeições, prefiro comer sozinha, para não correr o risco de sorrir e mostrar um pedaço de carne pendurada no dente.

Se demorar muito eu pego a pinça e acabo com isso.

Postado por Renata

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Cortei o cabelo

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Cortei mesmo. Havia decidido que ia deixar crescer, mas não rolou. Não gosto. Meu rosto encolhe e eu fico com cara de Maria Madalena.

Eu tive a sorte de ter nascido com o cabelo liso e assim ele permaneceu ao longo da minha vida. Lembro-me de umas mulheres, quando eu era criança, que tinham o cabelo todo enrolado. Elas diziam: "quando eu era novinha meu cabelo era lisinho. Mas aí com o tempo foi enrolando." Puro despeito! Outras diziam que tinha enrolado porque a mulher que cortou tinha a "mão ruim". E ainda tinha a lenda que cabeleireira menstruada não podia cortar cabelo de ninguém, porque estragava. Desde os 18 anos eu sempre corto o cabelo com a mesma mulher e meu cabelo continua liso. Lisinho. Será que ela nunca esteve menstruada nos dias em que cortou meu cabelo? Qualquer dia desses eu pergunto.

O bom de ter cabelo liso é que ele não te dá trabalho nenhum. Você não precisa sair correndo da chuva, pode entrar no mar quando quiser, pode suar, pode molhar o quanto for, que ele nunca fica enrolado. Na época da faculdade, lembro bem, as meninas escovadas (até então não havia progressivas, definitivas e afins) corriam de um pingo de chuva como o diabo foge da cruz. As mais precavidas carregavam um plástico dentro da bolsa, para esses casos de emergência. E quando tinha trote? Ave Maria!

Mas, voltando ao corte de cabelo. Pois é, cortei. Não está à moda Joãozinho. Não cai muito bem em mim, que tenho o rosto com formato de lua nova. Ficou na altura do queixo. Adorei!!

Meus amigos e colegas de trabalho acharam ruim. Um deles teve a audácia de dizer que é por isso que eu continuo encalhada, porque homem gosta de mulher de cabelão. Quase mandei ele se ferrar. Tô encalhada mesmo, e daí? E não, não estou feliz com isso. Mas pelo menos meu cabelo está lindo!!

Postado por Bárbara

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dizem que dá sorte

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Você acorda, toma banho, tira do armário aquele vestido preto de lacinho nas costas, reto, de comprimento até o joelho, calça um sapatinho liláz, separa uma bolsa liláz para combinar com o sapato, uma maquiagem básica (blush, rímel e brilho) e está pronta, toda linda, para mais um dia de trabalho. Sai de casa e, no caminho até o ponto de táxi, todos na rua te olham. Você se sente o máximo! Bela injeção para a auto-estima. Você continua caminhando pela rua, com enormes óculos escuros, cabelos esvoaçantes, passos largos e... "ploft". Você pisa bem em cima de um cocô de cachorro.

Dizem que dá sorte!

Postado por Bárbara

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Suco de beterraba

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Sempre odiei suco de beterraba. Quando era criança, minha mãe me acordava sete e meia da manhã com um copão desse suco. "Bebe. Você está anêmica!" Era sempre essa mesma frase cada vez que eu fazia uma careta ou chorava de raiva por ter que tomar aquilo. "Eu não vou sair daqui enquanto você não beber tudo." E lá ficava ela, parada, de pé, na frente da minha cama, para ter certeza de que eu ia tomar aquilo. "Se não tomar tudo, vai ficar uma semana sem televisão e sem bicicleta." Ficar sem bicicleta, até que eu aguentava, mas uma semana sem ver Jaspion e Changeman seria o fim. E lá ia eu tomar aquela coisa horrosora.

Depois que passei a ter vontade própria, nunca mais quis saber de beterraba. Quando saí de casa foi só alegria. Minha mãe não estava mais por perto para controlar minha alimentação. Resultado: intestino funcionando mal, pele oleosa e cheia de acne (coisa que eu nunca tive em minha adolescência), queda de cabelo e anemia. Fiquei um horror, a ponto de chegar a ter medo de me olhar no espelho.

Essa tragédia com meu organismo me fez reconhecer que minha mãe tinha razão. Impressionante como elas, as mães, (quase) sempre tem razão. Voltei a tomar suco de beterraba todas as manhãs, mas, para disfarçar aquele gosto que, para mim, continua horrível, eu, seguindo o exemplo da minha amiga Bárbara, que adora inventar misturebas gastronômicas, sempre incremento. Muita gente bate com laranja. Não gosto muito. Hoje eu bati com mamão e duas folhinhas de hortelã. Não coloquei muita água, porque gosto de suco bem consistente. Acreditem: ficou uma delícia!

Postado por Érika