segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Piores são os capricornianos

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Que canceriano às vezes consegue ser um "pé no saco", eu concordo, mas os capricornianos conseguem ser muito piores. Pelo menos canceriano é romântico, sensível, atencioso e carinhoso. Capricorniano é intolerante, insensível, egoísta e só pensa em trabalho.


Eu sou capricorniana, mas, apesar de intolerante e às vezes insensível, não vivo pro trabalho. Aliás, sou a preguiça em pessoa quando o assunto é trabalhar. Trabalho pra mim serve para financiar minhas farras, minhas viagens, meus hobbies e outras cositas mais. Tenho ascendente em áries. Aliás, acho até que tenho muito mais do meu ascendente que do meu signo. Graças a Deus!

Por mim, me casaria com um milionário, para não ter que trabalhar. Quer coisa mais chata que cumprir horário? Eu até trabalharia, mas como uma forma de passatempo, sem chefe, sem estresse, sem ter que cumprir horário e sem pensar no dinheiro. É, não custa sonhar. Se homem já está difícil, rico então está em extinção. O ideal seria que fosse libriano, rico, bonito, inteligente, gostoso, bom de cama e louco por mim. Mais uma vez, não custa sonhar. Mas como ainda não inventaram nada parecido, vou ficando por aqui, usando, abusando e me lambusando.

Não nego que capricornianos são pessoas inteligentes, elegantes e bem-sucedidas. O que eu peguei há um tempo atrás não é diferente. Mas é capricorniano típico. Doutor em economia, uma vez ele broxou, preocupado com uma palestra que ia dar numa faculdade em Volta Redonda. A palestra ainda seria dali a duas ou três semanas, mas ele não relaxava. Estávamos em um super hotel (ele não gostava de motel, nem eu gosto) , com morangos e champagne no quarto, mas não teve jeito. Broxou. Broxou sim. Começou a falar da palestra, de vários projetos de trabalho e aí quem broxou fui eu. Pelo menos foi ele que pagou a conta do hotel. Era o mínimo que ele podia fazer depois de ter me deixado na mão.

Não tenho nada contra uma broxadinha de vez em quando. É natural. Quem nunca broxou que atire a primeira pedra. Mas tem limite, né? Meu ex-noivo, por exemplo. Típico canceriano, um verdadeiro homem chiclete, como definiu Gabi. Um chato. E o pior não era isso. Ele broxava direto. Tinha vezes que o pau nem subia. Não sei como não dei uns cornos nele. Cheguei a pensar que pudesse ser alguma coisa comigo, mas ninguém nunca reclamou. Sempre fui limpinha, depiladinha, cheirosinha e louca por sexo. Faço de um tudo e sem frescura. Só nunca fiquei com mulher porque eu gosto mesmo é de pica, mas não descarto essa possibilidade.

A maioria dos caras que fiquei dizem que sou apertadinha. Não me refiro aos baianos, porque, pelo que pude perceber, o padrão de pau por aqui é pequeno e fino. Os últimos que peguei não eram tão finos. Dei boas gozadas. Tive a oportunidade de pegar um leonino cujo pau nem era lá essas coisas em termos de tamanho, mas era uma delícia. Foi um dos melhores sexos da minha vida. O segredo é saber usar e esse sabia muito bem. Eu prefiro o padrão carioca. Grande e grosso. Mas se não souber usar machuca. Em outra ocasião eu destrincho melhor esse assunto.

Voltando ao capricorniano, fisica e intelectualmente, meu número. Na cama até que mandava bem, mas gemia muito e homem gemendo demais não dá. Isso deve ser uma característica dos capricornianos, porque eu costumo gemer bastante. Tenho me controlado. Tem gente que não gosta. Muitos dos caras que eu tive gostavam. Alguns gostavam de me ouvir gritando. Confesso que às vezes sou escandalosa. Outros, por outro lado, preferem só o barulho da respiração ofegante. Particularmente, gosto de falar putaria.

E o capricorniano? Uma pena. Depois daquela broxada, nem num cinco estrelas em Paris.

Postado por Deby

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Saudade, esquecimento e falta de tempo

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Domingo eu acordei com aquela saudadinha do ex. É que todos os domingos eu acordava com ele do meu lado. Daí que a gente se acostuma.

Normalmente eu acordava primeiro e depois abraçava aquele corpo quentinho e enchia de beijos o pescoço, um beijinho na boca e, inevitavelmente, umazinha pra despertar. Adoro trepadinhas matinais.

Sou capaz, neste momento, de sentir o cheiro e o gosto dele. Olha a saudade batendo de novo. Saia deste corpo que ele não te pertence!

Chorei um pouquinho na cama, cheirei o travesseiro e a coberta que ele dormia, a camiseta que ele esqueceu e que eu acabei dormindo vestida com ela naquela noite.

Teria ficado o dia todo naquela fossa, mas me lembrei de dois roteiros de entrevista que eu tinha que elaborar, mais um trabalho para entregar na segunda e outro na quarta, a prova na quinta, a cerveja no Rio Vermelho com dois amigos no final da tarde e, neste momento, estou super atrasada pra o trabalho.

Postado por Érika

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Antes só que grudada num canceriano

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Bonitinho, né? Lindo! Fofo! Qual a mulher que não sonha com um homem carinhoso, sensível, atencioso e romântico? Eu ainda não desisti de encontrar um assim, porque todos os que eu encontrei são cancerianos. Precisa especificar mais? No primeiro encontro já querem namorar, casar, ter filhos e uma casa no campo. Se você dá qualquer sinal de que ainda é cedo pra se pensar nisso (no primeiro encontro não tem cabimento), eles já querem discutir a relação e ainda ameaçam terminar um namoro que nem começou. São verdadeiros homens chicletes.

Ah, o publicitário! Sim, aquele que conheci na Groove semanas atrás. Aquela barba clara por fazer roçando no meu rosto, aquele beijo, aquela cara de "Ah, se te pego de jeito..." Tudo o que eu precisava naquela noite, mas ele estava mais para "se te pego, não te largo". Canceriano típico. No segundo encontro já queria discutir relação. Quando tentei desconversar ele me olhou nos olhos e disse: Nós não somos um pro outro.

Mais um canceriano na minha vida e eu acabo surtando. Já tive seis. Ele seria o sétimo (mania que nós mulheres temos de quantificar tudo. Até um tempo atrás eu sabia exatamente pra quantos tinha dado, mas graças a Deus já perdi a conta).

O primeiro canceriano que cruzou o meu caminho já queria logo casar e fazer um puxadinho nos fundos da casa da mãe, uma carola de passeata que tentava me obrigar a ir à missa com ela e denfendia a idéia de que lugar de mulher é em casa servindo de empregada de marido. Uma vez ela falou, na frente da família toda, que eu era muito moderninha para o filhinho dela, um marmanjo de 36 anos que vivia às custas do pai. Só não mandei tomar no cu porque minha mãe me ensinou respeitar os mais velhos.

O último, um namoradinho da adolescência que eu encontrei depois de 13 anos era tão carente que sugava todo o meu tempo livre. Eu mal podia sair de casa que ele já entrava em crise, fazia chantagens emocionais e, claro, já vinha querendo discutir a relação. Na cama ele foi o melhorzinho. Os outros não davam conta. Não sou do tipo que faz amorzinho. Eu gosto de trepar, porra!

Postado por Gabi

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Meninas que andam com meninos

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Nunca fui de muitas amigas. Pelo contrário, sempre tive muitos amigos. Desde a época da escola, eu era a única menina no meio de um bando de meninos. Meu pai não gostava muito. Ele dizia que menina tinha que andar com meninas. Eu bem que tentava, mas não tinha paciência para papos de “menininhas”. Gostava mesmo era de correr pelo pátio da escola, pela rua do bairro e sujar a roupa de terra, ao contrário das meninas que usavam sainhas e sentavam de pernas fechadas.

Nunca gostei muito de saia. Hoje, quando uso, uso as compridas. Fico mais à vontade, posso cruzar as pernas como quiser, sem ter que me preocupar se a calcinha está ou não aparecendo. Também não ligo se a calcinha aparece. Normalmente as minhas aparecem quando uso uma calça mais baixa ou mais folgada.Minhas calcinhas são grandes. Não são aqueles calçolões que a minha avó usava, mas não são pequenas. Prefiro dizer que são confortáveis. E daí se elas aparecem? Quem nunca viu uma?

Nunca fui uma menina fresca. Acho que esse é um dos motivos de eu sempre ter tido amizade com os meninos.

O chato de ter amigos homens é que às vezes eles te tratam como se vc fosse um deles, a ponto de comentarem sobre a mulher gostosa que acabou de passar. Já me acostumei e até me divirto bastante, inclusive. O legal de andar com eles é que a gente acaba aprendendo a entendê-los e, em meio aos "papos cabeça" (ou não), eles sempre dão altas dicas a respeito do universo masculino. Confesso que é bem mais produtivo e mais divertido que conversar com mulher. Com alguns ainda rola um sexo casual. Adoro!

Não os condeno por saírem pegando um monte de mulher e não ligarem no dia seguinte. Nada impede que nós, mulheres, também façamos isso. Aliás, nas últimas semanas, fiz isso duas vezes. Foi uma sensação de liberdade incrível. Eu vejo que hoje a mulherada anda meio desesperada pra ficar com alguém, pra namorar, pra casar e isso meio que assusta os caras e as intimidam a ficarem só por ficar, por medo de saírem “mal faladas” e terminaram solteironas. Vamos combinar que isso hoje não existe, principalmente em se tratando de uma mulher a três meses dos 30, como eu. Solteironas, muitas vão ficar mesmo. É muita mulher pra pouco homem. Por isso eu sou a favor de aproveitar, usar e abusar. Mas isso é papo para outro post. O de hoje, eu já até perdi o fio da meada. Vai ficar para uma outra hora, quem sabe, ainda hoje. São tantas coisas que acabei me perdendo.

Postado por Renata


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Triste monotonia

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Segunda-feira, véspera de feriado e eu tendo que ir trabalhar daqui a pouco. A casa está uma zona, com cheiro de cigarro e minhas plantinhas morrendo. A roupa suja está acumulada, meus textos também.

Decidi que não vou trabalhar hoje. Vou faltar, simplesmente, sem dar satisfação. Não tô a fim. Minhas costas estão doendo, emagreci três quilos em menos de uma semana. Mal consigo beber água.

Sinto vontade de ir ao banheiro, mas desde ontem que não como praticamente nada. Tomei um iogurte no ônibus e uma água de coco na praia, depois fui dormir e só agora acordei. Tomei o remédio homeopático e daqui a pouco vou ali comprar vazinhos e terra para as minhas plantinas. Tenho que almoçar também.

Sábado teve cover dos Beatles na Groove. Que vocalista! Fomos eu e mais dois amigos. Estava meio tristinha, mas fui assim mesmo. Coloquei meu vestidinho preto, com uma fita lilás amarrada na cintura, uma sapatilha também lilás e uma bolsa, daquelas tipo carteira, preta, com uma pequena alça de metal. Uma verdadeira pin-up! Só faltou o laço no cabelo.

Conheci um cara de 33 anos. É publicitário, gosta de Beatles, Lou Reed, Iggy Pop e Nelson Rodrigues. É mais alto que eu, usa all star e tem barba por fazer (já gosto disso). Dessa vez não dei meu telefone. Preferi pegar o dele a ficar na expectativa. Fiquei de ligar ontem pela manhã. Mas se ligasse ia ficar parecendo desespero.

Acabei ligando. Liguei ontem à noite, por volta de 22h. Ao primeiro toque ele atendeu. Disse que ficou o dia todo esperando. Será? Combinamos de ir à Groove hoje de novo. Acho que não vou. Estou cansada, desanimada, com preguiça.

Acho que vou voltar pra cama. Está passando os Feiticeiros de Waverly Place. As plantinhas podem esperar e o almoço pode ser um china in box delivery.

Postado por Gabi

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Tudo ao mesmo tempo agora

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As aulas começaram, a faculdade tá cara, a grana tá curta, o trabalho tá chato e o namoro acabou. Se tivesse grana, pegaria o primeiro avião para o Rio de Janeiro nesta sexta-feira. Lá eu me esqueceria de tudo, pelo menos por alguns dias. Pensar que saí de lá pra esquecer quem lá deixei e agora quero voltar para, por uns dias, esquecer quem aqui me deixou. Não, dessa vez não vou tentar me matar. Não tenho pílulas nem disposição. No fim, eu sempre acabo, viva, na maca de um hospital. Confesso que isso já ficou cansativo. Nem penso em me jogar na frente de um ônibus ou atravessar a Paralela a passos lentos. Não, não quero morrer, porque semana que vem tem prova de Processos Básicos e na outra, finalmente, vou brincar com os ratinhos no laboratório. Biotério é o nome e não se fala “ratinhos” e sim sujeitos-experimentais - aprendi isso hoje na aula de Epistemologia. O ex? Até ontem às 21h era atual. Vai bem, obrigada. Gente boa. Gosto dele. Uma pena não ter mais com quem ir ao Bom Preço, porque, vamos combinar, mercado já é chato. Sozinha então é o ó! Eu? Vou ter que aprender a fazer café e mousse de maracujá. Ando cansada, com dor nas costas e com vontade de ficar rica. Pensei em me prostituir. Pegar só executivos de alto calão. Não os daqui. São feios e gordos. Os do Rio, talvez. Bonitos e sarados, que jogam futevolei no Recreio e na praia de Ipanema. Mas esses aí não precisam pagar por sexo. Têm de graça e quando quiserem. Idéia abortada. Falando em aborto, Luisa terá outro pai e Téo voltará a ser Miguel. E por falar em Rio, como eu queria estar lá tomando meu mingau. Aqui não tem mingau. Não como o de lá. O de lá tem uma porção mágica que me faz esquecer dos problemas.

Postado por Fina


segunda-feira, 12 de julho de 2010

No ginecologista

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Na verdade, nA ginecologista. Nunca me consultei com ginecologista homem. Sempre tive vergonha. Hoje, se tivesse de ir, iria, sem vergonha nenhuma, principalmente se fosse um recém-formado, cheirando a leite, bem gatinho. Adoro os novinhos. Eles costumam ser ótimos, dispostos e cheios de energia.

8h45 da manhã. Horário dos meus exames de ultra-sonografia (ou ultrassonografia?) transvaginal e da mama. Nunca tinha feito isso. Era uma médica, coroa, não muito bonita. Na verdade, nada bonita. Mas gente boa, como todas as ginecologistas que conheci. A que eu me consultava no Rio era linda, mas eu não pegaria. Acho que aquele jeitinho de "mulherzinha", aquela voz infantil, aquele jeito de filha única, que ela tinha (tem, porque ainda não morreu) me incomodava. Mas ela era bem atenciosa e enfiava aquele bico de pato com cuidado, para incomodar o mínimo possível.

Eu odeio esse tal de Papa Nicolau. Chego a me contorcer toda, de agonia, só de lembrar. A sensação daquela coisa abrindo e rodando dentro de mim, como se fosse me beliscar o útero. Gosto não. Mas eu bem gosto na hora do exame do toque, quando ela enfia a mão pra examinar o colo do útero. Mas o transvaginal... ah, o transvaginal! Aquele bastão com gelzinho gelado na cabecinha. Confesso que, por pouco, não dei uma gozada. A médica não cooperou. Gente boa, mas feia. Teve uma hora que eu fechei os olhos e comecei a imaginar que tinha alguém ali me comendo. Foi aí que eu quase gozei. Me senti Maria Clara Gueiros, em "Sexo com Amor".

A ultrasson da mama também é legal. O gelzinho gelado no biquinho e depois se espalhando pelos seios. Me arrepiei toda. Tenho seios sensíveis. Sou capaz de gozar com aquelas mamadinhas de leve. Adoro!

Os exames chegaram ao fim (uma pena, porque eu estava adorando). A parte chata foi ter que me limpar. Aquele gel lambuza tudo. Quase acabei com o rolo de papel-toalha da doutora.

Gostei, e muito. Melhor que masturbação!

Postado por Deby

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Hoje

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Hoje acordei covarde e preguiçosa.
Com vontade de me jogar do alto de um prédio.
Mas eu moro no primeiro andar.
Minha prima mora no décimo.
Deu preguiça de pegar um ônibus até lá.
Passou um caminhão.
Pensei em me atirar.
Fiquei com medo de me machucar.
Eu só queria poder voar.

Postado por Amanda

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O mais do mesmo

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Durante muito tempo fiquei sozinha. Desde 2005, quando terminei um namoro de 3 anos, nunca mais consegui ter um relacionamento estável. Cheguei a ficar noiva após esse relacionamento, mas confesso que foi algo precipitado, mais da parte dele que da minha.

Aconteceu no momento em que ele ficou sabendo que eu iria embora para um outro Estado e, talvez por medo de ficar sozinho, me pediu em casamento. Eu aceitei. Era apaixonada por ele. Mas nós estávamos juntos apenas há um ano, entre trancos e barrancos. No início ele não queria. Eu que fui atrás. Acho que acabei vencendo-o pelo cansaço.

Dois meses após o pedido, eu, já morando em outro Estado, mas com minha volta garantida, questão de tempo, mais precisamente um mês, decidi que não queria mais voltar e, consequentemente, não queria mais me casar.

Conheci outros caras interessantes, fiz novas amizades. Eu estava experimentando algo completamente novo: a liberdade. Terminei o noivado. Acho que foi um favor que fiz para mim e para ele, mas depois disso nunca mais consegui namorar ninguém. Não por falta de vontade, mas porque ninguém se interessava o bastante para isso.

Conheci Guilherme. Chegamos a ensaiar um namoro, mas ele era oito centímetros menor que eu e nós dois tínhamos vergonha da diferença de altura. A gente se gostava, mas não o suficiente para superar esse "problema". Terminamos, mas, felizmente, somos grandes amigos.

Depois dele, fui ficando com um aqui, outro ali e aí conheci um garoto de 19 anos (na época eu estava com 25). Depois de muito insistir, topei namorar com ele, mas, pela diferença de idade, estávamos em fases diferentes da vida. Não deu certo e eu já sabia que não duraria muito. Mas não custava arriscar, né?

Conheci Vicente. Paixão à primeira vista. Ele tinha namorada. Desisti logo que soube. Mas ele me procurou e com ele mantive um rolo de quase 3 anos. Nesse meio tempo eu "terminei" com ele algumas vezes. Uma das vezes foi para me relacionar com um colega de trabalho, por quem me apaixonei perdidamente, a ponto de quase enlouquecer, se é que não enlouqueci. Ele era casado e claro que não se separou para ficar comigo.

Pedi transferência para Salvador, reencontrei um antigo amor, mas ele estava noivo. Vivemos o que tínhamos que viver e seguimos nosso caminho. Ele continuou noivo e eu cada vez mais traumatizada com meu histórico de relacionamentos desastrosos. Mas "a vida é uma caixinha de surpresas".

No momento em que eu estava completamente fechada, recolhida no meu mundinho solitário, de certa forma confortável, sem sofrer, conheci um cara muito especial: livre, desimpedido e apaixonado por mim. Ele soube me conquistar. Estamos namorando, mas eu ando insegura, tensa, com medo de sofrer de novo. Tenho medo de muitas coisas. Acho que esqueci como é namorar alguém legal ou talvez não esteja preparada ou talvez esteja destinada a viver sozinha. Oh, quanto drama!
Quero minha mãe...



terça-feira, 22 de junho de 2010

Nós cinco

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Faz tempo que a gente não vem aqui. Talvez seja falta de tempo, falta do que dizer ou preguiça mesmo e neste caso eu falo por mim.

De repente a vida de cada uma de nós tomou um rumo. Ganhamos um norte. Passamos a nos ocupar de coisas tão distintas, em tempos tão malucos, que nossos momentos livres não coincidem mais. Como se, depois de velhas (estamos todas na faixa dos 30), finalmente descobrimos (para depois percebermos que, mais uma vez, nos enganamos - e eu acho isso uma delícia) o que realmente queremos da vida, como nos 17 anos, quando entramos na faculdade acreditando que ali estaria a solução que realizaria nossos sonhos. Mas dali a quatro ou cinco anos, tudo muda, toma outra direção e os sonhos passam a ser outros. Percebemos que eles estão bem distantes daquela realidade cômoda.

Renata está à beira de abandonar o doutorado e, com ele, o sonho da vida acadêmica. Agora resolveu que quer se casar, ter um casal de filhos e morar em Villas do Atlântico. Depois de anos de desilusão, me parece que ela conseguiu encontrar a tal "alma-gêmea" (sonho - às vezes camuflado ou guardado sob sete chaves - de todas as mulheres). Já acreditei mais nessa coisa de alma-gêmea, embora eu ainda espere encontrar meu príncipe encantado, mas se Renata está feliz, "que seja eterno enquanto dure".

Gabi está trabalhando como figurinista para alguns grupos de teatro, voltou a dar aulas de passarela e está planejando ir passar um tempo na Europa.

Érika está estudando francês e, pasmem, decidiu fazer um curso de gastronomia, caso Claude Troisgro não selecione seu vídeo. Ah, já ia esquecendo: ela está namorando.

Deby, quem diria, terminou com seus rolos de "relacionamento aberto" e começou a escrever contos eróticos (ela deve mesmo ter muito o que contar).

Eu? Bem, eu passei no vestibular, mandei vários torpedos campões, provei genipapo cristalisado, decidi jogar na megasena, terminei de ler Leite Derramado no ônibus e comecei a Biografia da Coco Chanel, também no ônibus.

Hoje fui fazer a minha matrícula na faculdade. Psicologia. Talvez esteja aí o caminho para eu tentar descobrir ao menos parte do que sou ou, na pior (ou melhor, vai do ponto de vista de cada um) das hipóteses, eu "despiroque" de vez.

Foto: http://maisquevencedora-cristina.blogspot.com/2009/12/amigas.html

Postado por Bárbara

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Tá namorando!

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Sabe aquela famosa frase, feita para consolar solteironas, que diz que "quando você menos esperar, vai aparecer uma pessoa maravilhosa e blá blá blá"? Quem nunca ouviu isso, né? Eu ouvi durante anos e, confesso, odeio quando alguém me diz. Mas, de tanto ouvir, resolvi "menos esperar" e "menos esperei" durante um bocado de tempo. Resultado: decidi que nem mais nem menos esperaria porra nenhuma (desculpem-me o palavrão, mas não encontrei nada melhor nem mais sutil que o pudesse substituir).

Não me restava nada além de curtir minha solidão e tirar o melhor proveito dela, fazer o quê? Que diferança faria ficar esperando de mais ou de menos, se nem uma peça rara, daquelas que ninguém quer, estava aparecendo?

Foram meses me consolando em frente à TV ou à tela do computador, com a ajuda do vibrador. Cheguei a pensar até em produção independente, mas até o sexo sem compromisso, que nunca me havia faltado, estava me faltando (e inseminação artificial, como dizem aqui na Bahia, é baixo astral).

Comecei a dar uma de Pollyanna e fazer o jogo do contente. Fui buscar o lado bom disso tudo. Encontrei alguns. Por exemplo: dormir na diagonal, atravessada ou esparramada na cama de casal, já que os meus 1,78 de altura jamais me permitiriam fazer isso dividindo a cama com alguém; ter o controle remoto da TV só pra mim; não ter que me preocupar com o bafinho matinal e, principalmente, não me preocupar com depilação, porque aquilo sim é tortura.

Abracei a solidão e aprendi a apreciar minha companhia, ao lado de uma garrafa de vinho nas noites de segunda-feira, ou na rede, lendo um bom livro, ouvindo jazz e treinando meu francês. Aprendi a fazer pipoca de panela para me acompanhar nos filmes das tardes de domingo e confesso que estava gostando ou, talvez, me acostumando. Aprendi a me masturbar usando vibradores e até que não estava tão ruim assim. Pelo menos me fazia gozar. Mais um pouco e eu acabava apaixonada pelo brinquedinho.

Dia desses pensei em contratar um garoto de programa. Precisava sentir uma respiração ofegante ao pé do meu ouvido. Mas quando olhei na carteira só tinha o cartão de crédito e o banco era muito longe. Deu preguiça. Desisti e parti pro de sempre.

E foi assim, durante muito tempo, até o meu chuveiro quebrar. Sabe aquela história do amigo do amigo que o amigo diz que "tem tudo a ver com você"? Eu ficava irritada quando um amigo ou uma amiga queria me apresentar alguém que, na concepção dele, ou dela, daria super certo comigo. Como se eu estivesse desesperada para desencalhar (não que isso fosse mentira).

Então... o chuveiro. Antes de quebrar, eu havia conhecido um amigo de um casal de amigos meus (que, segundo eles, tinha "tudo a ver comigo"). Não dei muita importância, mas acabou que ficamos muito próximos. Semanas após, o chuveiro aqui de casa quebrou e tão logo soube, ele se ofereceu para consertar. Bendito chuveiro!

Resumo da ópera: não é que temos mesmo tudo a ver um com o outro? Ele não se incomoda com o bafinho matinal, eu continuo dormindo esparramada, só que agora nos braços dele, ele adora minhas pipocas de domingo à tarde e depilar tem sido bastante prazeroso.

Então, calcinhas solteironas, aí vai a dica: nunca deixe de conhecer o amigo do amigo - ele pode realmente ter"tudo a ver com você"; não se irrite se seu chuveiro queimar - tem seu lado positivo.

Preciso dizer mais alguma coisa? Acho que não, né?

Postado por Érika

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Pasta de tomate seco

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É que no último post Erikinha disse que ia colocar a receita da pasta de tomate seco que "ela" inventou. Como assim "ela" inventou? É muita cara-de-pau!

Na verdade quem inventou essa pasta fui eu. EU! Tudo bem que Érika teve sua parcela de participação, sugerindo que eu acrescentasse manjericão.

Vamos à receita, entonces!

Tomate seco (óbvio, já que a pasta é de tomate seco)
Pimentão (da cor de sua preferência - eu gosto do amarelo)
Cebola (também tanto faz se for da roxa ou da normal - não deve fazer muita diferença)
Manjericão (muito bem sugerido por Erikinha)

Medidas: não sou muito boa nisso. Sempre vou no bom senso e aposto no de vocês também.

Cortem o tomate seco em pedaços bem pequenos. Faça o mesmo com a cebola e o pimentão. As folhinhas de mangericão eu também corto. Na verdade eu rasgo. Érika coloca inteira. Depois vocês vão pegar esses ingredientes e vão misturar com o requeijão cremoso até formar uma pasta. Hum... acabei de pensar que com queijo cremoso do tipo cheddar também deve ficar bom. Vou fazer o teste neste fim de semana e conto pra vocês.

Depois de pronta, é só passar no pão, na torrada, no biscoito, onde você quiser. Eu gosto muito de comer com pão de forma plus vita 12 grãos (é ótimo para o intestino), biscoito cream cracker e no pão sírio. Hum... acabei de me lembrar do beirute do Museu Carlos Costa Pinto, aqui no Corredor da Vitória. Recomendo!!

Outra coisa: Érika ainda coloca uva-passa. Particularmente, prefiro sem, mas é que aquilo ali tem mania de uva-passa.

Mais uma coisinha: se você não gosta de cebola, de pimentão ou de ambos, não tem problema. A pasta fica boa sem esses ingredientes também.

Uma outra coisinha: acabei de ver uma receita de pasta de tomate seco que leva clara em neve. Nunca na minha vida eu consegui separar a clara da gema, quanto mais bater em neve.

E por último: bon appétit!

Postado por Bárbara

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sem jeito mandou lembrança

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Dias atrás fomos todas à casa de Bárbara para assistir filminho. Assistimos ao Julie e Julia e, ao final, ficamos todas com vontade de aprender a cozinhar.

Somos verdadeiros desastres gastronômicos. A única que sobrevive é Bárbara. Júlia, que como nós, mal sabia fritar um ovo, tornou-se referência em gastronomia na França. E a história foi real! Logo, se ela conseguiu, porque eu não posso, ao menos, aprender a cozinhar? Não penso em me tornar chefe de cozinha, mas, pelo menos, aprender fazer um arrozinho soltinho, ah, isso eu bem queria.

Saí da casa de Bárbara decidida a aprender. Para seguir com o meu projeto comecei gravando um vídeo para o programa "Que Maravilha!", de Claude Troisgros, no canal GNT. Claude é um chefe de cozinha que vai até a sua casa te ensinar a cozinhar, caso seu vídeo seja selecionado. O meu tá gravado, mas não tive coragem de mandar ainda.

Outro dia senti vontade de tomar sopa de legumes. Nada daquelas sopas de saquinho. Queria aquela que minha mãe fazia quando eu era criança. Resolvi então me aventurar. Fui ao mercado e comprei batata, cenoura, cheiro verde, cebola, pimentão, caldo knor (queria o maggi - o caldo nobre da galinha azul - alguém se lembra desse?) e peito de frango (minha mãe fazia com carne, mas eu sempre preferi frango). O macarrão e o resto dos ingredientes eu tinha em casa. Aliás, macarrão é o que não falta na minha casa. É que é a única coisa que eu sei fazer, além de ovos mexidos.

Para complementar a sopa, acrescentei tomate seco (não vivo sem tomate seco - depois coloco aqui a receita de uma pasta que eu inventei com tomate seco, para comer com pão) e manjericão (também não vivo sem manjericão). Acreditem: ficou uma delícia!

A cozinha, como sempre, ficou de cabeça para baixo (um dia eu aprendo a ser organizada. Mas, antes, quero aprender a cozinhar).

Sopinha pronta, hora de guardar as coisas para, enfim, poder saboreá-la. Tomate seco na geladeira, pacote de macarrão no armário e, de repente, o pote de sal escorrega da minha mão. Voou sal para tudo quanto é lado (pelo menos a panela da sopa estava tampada). Tinha sal até no meu cabelo. Ainda bem que no dia seguinte era exatamente o dia da faxineira.

Lá vai Érika pro banho. Não ia tomar sopa toda suja de sal. E o banho era de água fria (até hoje não consegui arrumar um homem pra arrumar meu chuveiro).

Banho tomado, hora da tão sonhada sopa. A novela estava começando. Coloquei a sopa no prato e tomei todinha enquanto via a novela. Chorei horrores vendo Miguel e Luciana, em lua de mel, em Paris, mesmo sabendo que tudo aquilo não passava de um fundo azul. Logo eu que não sou disso (carência é uma desgraça). Um dia hei de encontrar o meu Miguel (mas vou pedir que a nossa lua de mel seja na Disney).

Quanto à cozinha, a faxineira cuidou de limpar tudo no dia seguinte.

Postado por Érika

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Big Brother ao lado

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Há pouco, como já é de conhecimento de alguns, me mudei da Barra para a Pituba. Meu apê na Barra (meu não, porque era alugado) não tinha vista para o mar, mas ficava na cara do Porto da Barra.
Exceto aos sábados, domingos e feriados, depois das 10h, a praia do Porto é a melhor, em Salvador, para quem gosta de nadar. Apesar do problema no ouvido esquerdo que sete anos de natação me deixaram de herança, eu nadava ali quase todas as manhãs. Usava aquele tampão que evita entrar água no ouvido, mas não adiantava muita coisa. Uma gota que seja já me causa uma dor infernal, hoje, não tão insuportável quanto antes. Já me acostumei com essa dor maldita. Nem ela foi capaz de fazer com que eu parasse de nadar (pratico natação desde os 11 anos de idade). Adoro!

Aqui na Pìtuba, moro na orla. Da minha janela vejo o mar e os vizinhos do prédio ao lado. É um verdadeiro Big Brother. Ainda bem que não dá para ouvir certos barulhos. Em tempos de seca, não seria uma boa.
O reality show do prédio ao lado às vezes me diverte. Tem um cara que mora sozinho. Diga-se de passagem, seu apartamento é de muito mal gosto. As paredes da sala são coloridas e mal pintadas. Decerto ele quis dar uma de artista moderno e resolveu, ele próprio, dar esse toque de esquisitice. Os móveis são um sofá velho, um rack com uma TV em cima e uma mesa de plástico, (daquelas de boteco, sabe?) com quatro cadeiras que, se sentadas por uma pessoa que esteja acima do peso, ou seja, por ele, quebram fácil.

Todos os dias, por volta das 21h, ele se senta numa dessas cadeiras (duas: uma amontoada sobre a outra, que é para aguentar o peso) com a janela escancarada, só de cueca (se ao menos fosse bonito, mas o cara é bem estragadinho). Ele fica horas ali, vendo TV. Não que eu fique o tempo todo observando os movimentos do cara, mas sempre que venho aqui na sala, me deparo com essa visão do inferno.

O mais curioso é que todos os dias ele chega com uma mulher diferente, que cuida dos afazeres domésticos e em seguida, vai ver TV sentada no colo dele. Ele bem tem cara daqueles "tiosão" que nunca se casou e nem teve filhos, que tem um emprego marromeno e tira uma de pegador, quando na verdade todas essas mulheres são pagas para estarem com ele. Deve ser daqueles que frequentam puteiro, mais conhecido aqui na Bahia como "brega".

Gente, ele tem cara de porco, daqueles que tem crosta no pênis (nunca vi pênis encrostado, mas imagino o quanto deve ser nojento). Ele não tem cara de que tem chulé. Ele tem pelo nas costas. Também tem cara de babão e eu sou uma tremenda de uma desocupada, que deveria estar dormindo em vez de ficar falando da vida alheia.

Qualquer dia desses eu falo do adolescente que fica vendo TV de madrugada. Deve ficar se masturbando vendo filme pornô enquanto os pais estão dormindo.
Quer horror!

Postado por Renata

Um homem, por favor!

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Tem horas em que eu tenho certeza de que "sou mais macho que muito homem", mas há mmentos em que eles fazem muita falta, e não falo apenas no sentido emocional, porque eu já aprendi a me consolar com os mocinhos hollywoodianos e outros brinquedinhos que eu não preciso citar aqui. Claro que não substitui, mas ajuda bastante.

Esse da foto, dependendo do atributo que a mesma esconde, seria perfeito se, além de me dar o que eu preciso, lavasse, passasse, cozinhasse, fizesse massagem nos meus pés e trocasse o chuveiro.

Minha casa quase pega fogo por duas vezes. Eu morro de medo de eletricidade, mas troco uma lâmpada como ninguém. Já troquei a resistência do chuveiro duas vezes também e outra vez até troquei o chuveiro. O problema foi que eu não consegui enrolar os fios direito. Funcionou bem por algumas semanas até que uma vez, durante o banho, senti um cheiro de queimado. Quando olhei para cima, estava saindo fumaça dos fios. Ah, gente, pelo menos eu tentei. Chamei um eletricista que ficava sempre aqui no bairro e ele ajeitou tudo para mim.

Esta semana aconteceu algo parecido com o episódio acima. Estava eu, tomando aquele banho bem quente (pode fazer o calor que for, mas banho, para mim, só se for muito quente, a ponto de deixar o banheiro todo embassado) e de repente, aquele cheiro familiar de queimado. Dessa vez não chegou a sair fumaça do fio, todo desgastado por causa do salitre. Maldito salitre. Desliguei na mesma hora e coloquei no frio. Nunca desejei tanto um homem, como naquele momento. Ai, gente... banho frio é o fim! Mas eu precisava terminar, porque estava com a cabeça toda cheia de shampoo. Foi horrível!

No dia seguinte, de manhã bem cedo, lá vou eu tomar banho. Liguei o bendito e aquela água gelada começou a cair. Então coloquei no modo verão. Funcionou. Mas é bem verdade que "alegria de pobre dura pouco". Durou até hoje pela manhã, porque quando voltei do trabalho e fui tomar banho, notei que o chuveiro estava no frio. Pensei: a faxineira deve ter mudado pra poder lavar dentro do boxe e esqueceu de voltar pro modo anterior, como de costume. Voltei pro modo verão e... surpresa! Quando liguei saíram faíscas verdes do fio e eu estou até agora sem tomar banho. Cadê o homem? Cadê? E não é qualquer homem, porque meu ex era mais medroso que eu. Era eu quem trocava as lâmpadas da casa dele.

Postado por Érika