quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Nós que já não temos 20 anos

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“Sabe qual é o problema de nós que já não temos 20 anos’?

Não foi assim que a conversa começou, mas foi essa frase que deu origem a uma série de divagações durante um papo via MSN. Uma das coisas chatas de morar só é que, quando você se deu conta, já tem nas redes sociais e bate-papos virtuais seus maiores companheiros. Dias atrás cancelei minha conta do Orkut pela segunda vez. Estava ficando viciada de novo.

Um grande vazio tomou conta, mas logo redescobri os livros, descobri a bebida, o cigarro, Chico e a rede na varanda.

Morar só te obriga a lidar consigo mesmo. Você descobre que tem mais manias que aquele seu tio-avô rabugento. Sem contar as que você desenvolve. No meu caso são cinco anos de manias descobertas e desenvolvidas e eu só(?) tenho 30 anos.

Ai, que saudade dos 20, quando eu só me preocupava com a faculdade e as raves de quinta à noite. A gente emendava as festas com a faculdade. Eu e um amigo. A gente fazia Comunicação e estágio no Senado.

Sempre tinha uma rave nas quintas-feiras, nos lugares mais escondidos e bizarros de Brasília. Éramos sempre os primeiros a chegar e só não éramos os últimos a sair porque não queríamos reprovar por falta em Teoria da Opinião Pública. Da festa, direto para a faculdade. Às vezes uma passadinha na rodoviária para comer um pastel com caldo de cana na Viçosa. A professora já sabia. O cheiro de álcool, as olheiras e o lápis borrado no meu olho nos denunciavam. Tínhamos 20 anos. Não havia grandes responsabilidades e nem contas a pagar.

Dez anos se passaram. Somos adultos, temos 30 anos e pagamos as nossas contas. Ele em Curitiba, eu na Bahia. Tudo diferente. Daqui a 10 anos seremos coroas quarentões.

Postado por uma mulher de trinta


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Batom

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Quando eu era criança meu pai dizia: "batom só depois que fizer 15 anos." Mas nas festas de São João ele sempre abria uma exceção. Minha mãe me vestia de caipira, fazia maria-chiquinha no meu cabelo e me pintava toda a cara. Blush rosa, sombra azul, um monte de pinta de lápis de olho nas duas bochechas e batom vermelho, que em mim mais parecia um risco fino de hidrocor. Minha mãe dizia que quando eu nasci achou que eu não tivesse boca.

Na 5ª série meus pais se separaram. As meninas da sala sempre iam de batom, menos eu. Minha mãe dizia que criança não usa batom nem pinta as unhas. Oh, como eu queria ter unhas grandes e pintá-las de vermelho!

A primeira vez que pintei minhas unhas eu tinha 15 anos, mas minha mãe não deixava a manicure tirar cutícula. De vermelho só aos 18, quando eu já tinha vontade própria e dinheiro para pagar.

Sou da época do batom 24 horas. Na 7ª série as meninas levavam e a gente usava para brincar de "caí no poço", só para beijar na boca dos meninos sem borrar o batom. Um dia nossas mães foram convidadas pela direção da escola a comparecerem na hora do recreio. Pegaram a gente no flagra. Pelo menos não tinha ninguém beijando na boca de ninguém. Fiquei um mês sem bicicleta e sem natação.

Depois disso nunca mais usei batom. Depois dos 15, no máximo um brilho cor de boca.

Postado por Bárbara

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Eu, o telefone, a internet e o vibrador

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A solidão é capaz de nos fazer cometer vários atos insanos. Ligar para o ex na intensão de chamá-lo para tomar uma na sua casa é um bom exemplo de ato de insanidade. Aí você pensa: só algumas cervejas e jogar uma conversa fora, afinal, o namoro terminou mas a amizade continua. É óbvio que depois de uns goles a mais você acaba se jogando só pra ele te jogar de lado e dizer que não rola mais.

Aí ele atende o telefone. Para a sua sorte, você ouve o barulho da rua e vozes femininas do outro lado da linha. Ele não te dá a mínina. Bem feito! Pelo menos você se livra da humilhação de levar um fora de quem te deu um pé na bunda.

Depois dessa você se lembra daquele carinha que vem pegando há duas semanas. Apesar de o ex ainda te atormentar os pensamentos, você não está morta. Você liga pra ele. O celular dele também é Tim e vocês vão poder conversar de graça por tempo ilimitado. Vocês passam 25 minutos falando amenidades: como foi o dia, o que estão fazendo, a música que você está ouvindo, o livro que ele começou a ler e de repente você ouve um "estou com saudade." E aí? Você vai responder com o clássico "eu também"? Você fica muda, e, embora também esteja com saudade, prefere não falar nada. Sim, saudade. Por que não? A companhia dele é tão agradável e no sábado passado vocês viraram a noite conversando, lembra? Como não sentir saudade disso? Será que nos veremos de novo? Você pensa mas não pergunta.

- Vamos nos ver no fim de semana? Uau! Ele leu seus pensamentos!
- Podemos sim. Até lá vamos nos falando.

Desligam o telefone, você olha a mesa e tem um monte de apostila atrasada te esperando. Lembra que prometeu a si mesma tirar o dia de hoje para estudar. Mas tem cerveja na geladeira. Só uma, para relaxar, e depois você promete que vai estudar. Aí você toma uma, duas, três, quatro, cinco, seis latinhas pequenininhas de skol. Bate aquele soninho. Você vai para o quarto, liga a TV e está passando Encantada na Disney.

Já passam das 18h e você não fez nada do que tinha de fazer. A solidão insiste. O telefone não toca. No MSN, um velho amigo. Vocês conversam sobre sexo. Um cigarro pra relaxar. Passam das 20h. O assunto vai ficando ainda mais quente. Lá embaixo está tudo latejando. Ninguém para socorrer. Aí você corre para o quarto e goza com o vibrador.

Postado por Renata

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Acontece

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Sabe aqueles dias em que você já acorda com tudo dando errado? Esse dia pra mim é hoje.

Não ouvi o despertador e perdi uma palestra que valia um ponto extra em Neuro. Levantei às 9h, saí de casa às 10h. Meu dentista estava marcado pra 11h30. Peguei engarrafamento, cheguei 10 min atrasada e o dentista não quis me atender. Se fosse ele o atrasado, como é de costume, a besta aqui tinha que ficar esperando. Também não paguei a porra da manutenção e ele ainda ficou reclamando. Idiota. É isso que ele é.

Saí do consultório meio-dia, direto pro trabalho no inferno da paralela. Eu odeio com todas as minhas forças esse lugar. Não o meu trabalho, mas a paralela. Era tão melhor quando a sede funcionava no Corredor da Vitória, com doces sonhos, museus, árvores, porto da barra, salão de beleza, tudo ali do lado. Na paralela só tem trânsito e gente feia. Peguei 2h de engarrafamento no Rio Vermelho, vim pensando no ex, aquele traste. Ex é uma merda. Por que eles existem? Qual a utilidade deles a não ser fazer a gente sofrer?

Fui chegar ao trabalho às 15h e sem atestado de comparecimento. Vou ter que ficar até as 20h e ainda vou sair devendo 2h.

Se eu vou sair hoje? Melhor não. Vai que alguma coisa dá errado ou eu encontro o traste se pegando com outra. Se alguma coisa mais tiver que dar errado hoje, que dê errado em casa. Chega de rua por hoje. Acho que vou embora para Curitiba, pelo menos lá eu não desboto minhas tatuagens no sol.

Postado por Érika (por que essa porra não fica vermelha e nem no tamanho que eu quero? Até isso tá dando errado, merda!)


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Madrugada adentro

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Nunca tinha ficado com um médico, a não ser uns estudantes de medicina, quando eu ainda morava no Rio. Os meus favoritos eram os calouros. Um em especial. Felipe. Taurino, insaciável, 20 anos (6 a menos que eu). Novinho, mas esperto. Bem danadinho. Dava de mil a zero em muitos por aí. Morava num pensionato em frente ao meu prédio. Nunca entrou na minha casa. Eu gostava de transar no quarto dele, enquanto os outros estavam na sala vendo TV ou jogando vídeo game. Odeio vídeo game. Nunca gostei. Nem disso nem de qualquer tipo de jogo, a não ser joguinhos eróticos. Cheguei a terminar um namoro por causa de jogo.

O médico eu conheci no último fim de semana. Fiquei com ele no domingo. Ontem nos encontramos. Como ele é? Lindo, de barbinha, alto, magro, inteligente e super carinhoso. Fiquei um tanto encantada.

Viramos a noite tomando cerveja, falando de filosofia, música, literatura, artes e psicologia, enquanto ele fazia carinho no meu jardim (minhas costas bordadas de lótus). O dia amanheceu e, para despertar o sono e espantar o efeito do álcool, demos umazinha bem preguiçosa. Ele me deixou de perna bamba.

Postado por Bárbara

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Primeira vez

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Essa idéia de que a primeira vez tem que ser com alguém especial, numa ocasião especial já está bastante ultrapassada na minha opinião. Lembro-me bem de uma amiga que namorava um desses caras especiais. Bonito, família rica, não muito inteligente, mas era apaixonado por ela. Preparou todo um clima especial, mas na hora H eles ficaram nervosos e ele broxou.

Não acho que tem que ser planejado, mas é sempre bom andar com uma camisinha na bolsa. Nunca se sabe. Quem vê cara não vê DST. Tem que ser na hora que você estiver a fim, não interessa se o cara e o lugar sejam ou não especiais. Tesão não bate na porta. Já chega invadindo tudo. Quando você vê, a calcinha já está toda enxarcada e a boceta latejando. Hoje mesmo isso aconteceu no meio de uma palestra. A professora começou a falar de Freud e aí já viu. Freud lembra sexo e sexo lembra que eu estou há quase duas semanas sem dar direito. Comecei a sentir palpitações, taquicardia, me arrepiei toda e me lembrei da última vez com um cara que não vale à pena especificar. Namorei com ele só porque ele fodia muito gostoso. Da última vez ele me pegou de surpresa. E que pegada, gente! Me chamou no quarto e quando fui ver o que ele queria, já estava me esperando de pau duro. Me jogou na cama, arrancou minha roupa, rasgou minha calcinha e... ui... palpitações de novo. Melhor deixar essa pra depois.

A minha primeira vez foi um pouco tarde. Eu tinha 21 anos. Foi com meu namorado na época. Estávamos juntos há dois meses e ele não acreditava que eu era virgem. Nem eu acredito que fiquei tanto tempo sem sexo. Sexo é uma das melhores coisas do mundo. Só perde pra comer e pra fazer xixi, quando a bexiga está cheia. Aliás, fazer xixi quando a bexiga dói de tão cheia é como gozar. Já dizia Nelson Rodrigues: "o gozo é uma mijada". Ele sempre soube das coisas. Aqui, todas adoramos Nelson Rodrigues. Eu, desde os 12 anos, quando comecei a me masturbar.

O espertinho do meu namorado já tinha me dado um litro de vinho. Tomei tudo. Tudinho. Estávamos na Esplanada dos Ministérios, o maior fudódroo de Brasília. Não, minto. O cine drive-in, no autódromo, é o maior fudódromo de Brasília. Eu não dei na praça dos três poderes e nem dentro do carro. Foi num motel.

- Quero ir pro motel
- O quê?
- Sim, motel. Vamos?

Ele ficou assustado com a minha proposta. Eu mal o deixava encostar a mão na minha bunda, de repente peço pra ele me levar ao motel. Mal sabia ele que quando eu trabalhava na Colcci costumava me pegar com um outro vendedor dentro do provador, quando a loja já estava fechada ou, de manhã cedo, antes de abrir. A gente fazia de um tudo, só não rolava penetração. Até oral rolou uma vez. Outro dia eu conto essa.

Chegando ao motel, mal fechamos a porta e o bicho começou a pegar. Mão naquilo, aquilo na mão, bocas em ação e o barulho da embalagem da camisinha. Aí não deu outra. Ou melhor, deu. Eu dei. Pensem numa dor gostosa? Ele foi devagar, devagarinho até conseguir enfiar tudo. Não, eu não gozei. Sabia disso porque já tinha gozado outras vezes. Se aquele provador falasse...

O namoro durou três anos. Acabou porque acabou o tesão. Eu queria toda hora, mas ele não dava conta. Na primeira gozada ele já virava pro lado e dormia. Nem me esperava gozar.

Depois de cinco anos que terminamos eu já dei horrores e tirei todo o meu atraso. Primeiro porque eu demorei a dar e segundo porque dei três anos pro mesmo cara. Confesso que morro de vontade de dar uma chave de boceta nele.

Postado por Deby

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Piores são os capricornianos

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Que canceriano às vezes consegue ser um "pé no saco", eu concordo, mas os capricornianos conseguem ser muito piores. Pelo menos canceriano é romântico, sensível, atencioso e carinhoso. Capricorniano é intolerante, insensível, egoísta e só pensa em trabalho.


Eu sou capricorniana, mas, apesar de intolerante e às vezes insensível, não vivo pro trabalho. Aliás, sou a preguiça em pessoa quando o assunto é trabalhar. Trabalho pra mim serve para financiar minhas farras, minhas viagens, meus hobbies e outras cositas mais. Tenho ascendente em áries. Aliás, acho até que tenho muito mais do meu ascendente que do meu signo. Graças a Deus!

Por mim, me casaria com um milionário, para não ter que trabalhar. Quer coisa mais chata que cumprir horário? Eu até trabalharia, mas como uma forma de passatempo, sem chefe, sem estresse, sem ter que cumprir horário e sem pensar no dinheiro. É, não custa sonhar. Se homem já está difícil, rico então está em extinção. O ideal seria que fosse libriano, rico, bonito, inteligente, gostoso, bom de cama e louco por mim. Mais uma vez, não custa sonhar. Mas como ainda não inventaram nada parecido, vou ficando por aqui, usando, abusando e me lambusando.

Não nego que capricornianos são pessoas inteligentes, elegantes e bem-sucedidas. O que eu peguei há um tempo atrás não é diferente. Mas é capricorniano típico. Doutor em economia, uma vez ele broxou, preocupado com uma palestra que ia dar numa faculdade em Volta Redonda. A palestra ainda seria dali a duas ou três semanas, mas ele não relaxava. Estávamos em um super hotel (ele não gostava de motel, nem eu gosto) , com morangos e champagne no quarto, mas não teve jeito. Broxou. Broxou sim. Começou a falar da palestra, de vários projetos de trabalho e aí quem broxou fui eu. Pelo menos foi ele que pagou a conta do hotel. Era o mínimo que ele podia fazer depois de ter me deixado na mão.

Não tenho nada contra uma broxadinha de vez em quando. É natural. Quem nunca broxou que atire a primeira pedra. Mas tem limite, né? Meu ex-noivo, por exemplo. Típico canceriano, um verdadeiro homem chiclete, como definiu Gabi. Um chato. E o pior não era isso. Ele broxava direto. Tinha vezes que o pau nem subia. Não sei como não dei uns cornos nele. Cheguei a pensar que pudesse ser alguma coisa comigo, mas ninguém nunca reclamou. Sempre fui limpinha, depiladinha, cheirosinha e louca por sexo. Faço de um tudo e sem frescura. Só nunca fiquei com mulher porque eu gosto mesmo é de pica, mas não descarto essa possibilidade.

A maioria dos caras que fiquei dizem que sou apertadinha. Não me refiro aos baianos, porque, pelo que pude perceber, o padrão de pau por aqui é pequeno e fino. Os últimos que peguei não eram tão finos. Dei boas gozadas. Tive a oportunidade de pegar um leonino cujo pau nem era lá essas coisas em termos de tamanho, mas era uma delícia. Foi um dos melhores sexos da minha vida. O segredo é saber usar e esse sabia muito bem. Eu prefiro o padrão carioca. Grande e grosso. Mas se não souber usar machuca. Em outra ocasião eu destrincho melhor esse assunto.

Voltando ao capricorniano, fisica e intelectualmente, meu número. Na cama até que mandava bem, mas gemia muito e homem gemendo demais não dá. Isso deve ser uma característica dos capricornianos, porque eu costumo gemer bastante. Tenho me controlado. Tem gente que não gosta. Muitos dos caras que eu tive gostavam. Alguns gostavam de me ouvir gritando. Confesso que às vezes sou escandalosa. Outros, por outro lado, preferem só o barulho da respiração ofegante. Particularmente, gosto de falar putaria.

E o capricorniano? Uma pena. Depois daquela broxada, nem num cinco estrelas em Paris.

Postado por Deby

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Saudade, esquecimento e falta de tempo

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Domingo eu acordei com aquela saudadinha do ex. É que todos os domingos eu acordava com ele do meu lado. Daí que a gente se acostuma.

Normalmente eu acordava primeiro e depois abraçava aquele corpo quentinho e enchia de beijos o pescoço, um beijinho na boca e, inevitavelmente, umazinha pra despertar. Adoro trepadinhas matinais.

Sou capaz, neste momento, de sentir o cheiro e o gosto dele. Olha a saudade batendo de novo. Saia deste corpo que ele não te pertence!

Chorei um pouquinho na cama, cheirei o travesseiro e a coberta que ele dormia, a camiseta que ele esqueceu e que eu acabei dormindo vestida com ela naquela noite.

Teria ficado o dia todo naquela fossa, mas me lembrei de dois roteiros de entrevista que eu tinha que elaborar, mais um trabalho para entregar na segunda e outro na quarta, a prova na quinta, a cerveja no Rio Vermelho com dois amigos no final da tarde e, neste momento, estou super atrasada pra o trabalho.

Postado por Érika

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Antes só que grudada num canceriano

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Bonitinho, né? Lindo! Fofo! Qual a mulher que não sonha com um homem carinhoso, sensível, atencioso e romântico? Eu ainda não desisti de encontrar um assim, porque todos os que eu encontrei são cancerianos. Precisa especificar mais? No primeiro encontro já querem namorar, casar, ter filhos e uma casa no campo. Se você dá qualquer sinal de que ainda é cedo pra se pensar nisso (no primeiro encontro não tem cabimento), eles já querem discutir a relação e ainda ameaçam terminar um namoro que nem começou. São verdadeiros homens chicletes.

Ah, o publicitário! Sim, aquele que conheci na Groove semanas atrás. Aquela barba clara por fazer roçando no meu rosto, aquele beijo, aquela cara de "Ah, se te pego de jeito..." Tudo o que eu precisava naquela noite, mas ele estava mais para "se te pego, não te largo". Canceriano típico. No segundo encontro já queria discutir relação. Quando tentei desconversar ele me olhou nos olhos e disse: Nós não somos um pro outro.

Mais um canceriano na minha vida e eu acabo surtando. Já tive seis. Ele seria o sétimo (mania que nós mulheres temos de quantificar tudo. Até um tempo atrás eu sabia exatamente pra quantos tinha dado, mas graças a Deus já perdi a conta).

O primeiro canceriano que cruzou o meu caminho já queria logo casar e fazer um puxadinho nos fundos da casa da mãe, uma carola de passeata que tentava me obrigar a ir à missa com ela e denfendia a idéia de que lugar de mulher é em casa servindo de empregada de marido. Uma vez ela falou, na frente da família toda, que eu era muito moderninha para o filhinho dela, um marmanjo de 36 anos que vivia às custas do pai. Só não mandei tomar no cu porque minha mãe me ensinou respeitar os mais velhos.

O último, um namoradinho da adolescência que eu encontrei depois de 13 anos era tão carente que sugava todo o meu tempo livre. Eu mal podia sair de casa que ele já entrava em crise, fazia chantagens emocionais e, claro, já vinha querendo discutir a relação. Na cama ele foi o melhorzinho. Os outros não davam conta. Não sou do tipo que faz amorzinho. Eu gosto de trepar, porra!

Postado por Gabi

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Meninas que andam com meninos

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Nunca fui de muitas amigas. Pelo contrário, sempre tive muitos amigos. Desde a época da escola, eu era a única menina no meio de um bando de meninos. Meu pai não gostava muito. Ele dizia que menina tinha que andar com meninas. Eu bem que tentava, mas não tinha paciência para papos de “menininhas”. Gostava mesmo era de correr pelo pátio da escola, pela rua do bairro e sujar a roupa de terra, ao contrário das meninas que usavam sainhas e sentavam de pernas fechadas.

Nunca gostei muito de saia. Hoje, quando uso, uso as compridas. Fico mais à vontade, posso cruzar as pernas como quiser, sem ter que me preocupar se a calcinha está ou não aparecendo. Também não ligo se a calcinha aparece. Normalmente as minhas aparecem quando uso uma calça mais baixa ou mais folgada.Minhas calcinhas são grandes. Não são aqueles calçolões que a minha avó usava, mas não são pequenas. Prefiro dizer que são confortáveis. E daí se elas aparecem? Quem nunca viu uma?

Nunca fui uma menina fresca. Acho que esse é um dos motivos de eu sempre ter tido amizade com os meninos.

O chato de ter amigos homens é que às vezes eles te tratam como se vc fosse um deles, a ponto de comentarem sobre a mulher gostosa que acabou de passar. Já me acostumei e até me divirto bastante, inclusive. O legal de andar com eles é que a gente acaba aprendendo a entendê-los e, em meio aos "papos cabeça" (ou não), eles sempre dão altas dicas a respeito do universo masculino. Confesso que é bem mais produtivo e mais divertido que conversar com mulher. Com alguns ainda rola um sexo casual. Adoro!

Não os condeno por saírem pegando um monte de mulher e não ligarem no dia seguinte. Nada impede que nós, mulheres, também façamos isso. Aliás, nas últimas semanas, fiz isso duas vezes. Foi uma sensação de liberdade incrível. Eu vejo que hoje a mulherada anda meio desesperada pra ficar com alguém, pra namorar, pra casar e isso meio que assusta os caras e as intimidam a ficarem só por ficar, por medo de saírem “mal faladas” e terminaram solteironas. Vamos combinar que isso hoje não existe, principalmente em se tratando de uma mulher a três meses dos 30, como eu. Solteironas, muitas vão ficar mesmo. É muita mulher pra pouco homem. Por isso eu sou a favor de aproveitar, usar e abusar. Mas isso é papo para outro post. O de hoje, eu já até perdi o fio da meada. Vai ficar para uma outra hora, quem sabe, ainda hoje. São tantas coisas que acabei me perdendo.

Postado por Renata


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Triste monotonia

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Segunda-feira, véspera de feriado e eu tendo que ir trabalhar daqui a pouco. A casa está uma zona, com cheiro de cigarro e minhas plantinhas morrendo. A roupa suja está acumulada, meus textos também.

Decidi que não vou trabalhar hoje. Vou faltar, simplesmente, sem dar satisfação. Não tô a fim. Minhas costas estão doendo, emagreci três quilos em menos de uma semana. Mal consigo beber água.

Sinto vontade de ir ao banheiro, mas desde ontem que não como praticamente nada. Tomei um iogurte no ônibus e uma água de coco na praia, depois fui dormir e só agora acordei. Tomei o remédio homeopático e daqui a pouco vou ali comprar vazinhos e terra para as minhas plantinas. Tenho que almoçar também.

Sábado teve cover dos Beatles na Groove. Que vocalista! Fomos eu e mais dois amigos. Estava meio tristinha, mas fui assim mesmo. Coloquei meu vestidinho preto, com uma fita lilás amarrada na cintura, uma sapatilha também lilás e uma bolsa, daquelas tipo carteira, preta, com uma pequena alça de metal. Uma verdadeira pin-up! Só faltou o laço no cabelo.

Conheci um cara de 33 anos. É publicitário, gosta de Beatles, Lou Reed, Iggy Pop e Nelson Rodrigues. É mais alto que eu, usa all star e tem barba por fazer (já gosto disso). Dessa vez não dei meu telefone. Preferi pegar o dele a ficar na expectativa. Fiquei de ligar ontem pela manhã. Mas se ligasse ia ficar parecendo desespero.

Acabei ligando. Liguei ontem à noite, por volta de 22h. Ao primeiro toque ele atendeu. Disse que ficou o dia todo esperando. Será? Combinamos de ir à Groove hoje de novo. Acho que não vou. Estou cansada, desanimada, com preguiça.

Acho que vou voltar pra cama. Está passando os Feiticeiros de Waverly Place. As plantinhas podem esperar e o almoço pode ser um china in box delivery.

Postado por Gabi

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Tudo ao mesmo tempo agora

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As aulas começaram, a faculdade tá cara, a grana tá curta, o trabalho tá chato e o namoro acabou. Se tivesse grana, pegaria o primeiro avião para o Rio de Janeiro nesta sexta-feira. Lá eu me esqueceria de tudo, pelo menos por alguns dias. Pensar que saí de lá pra esquecer quem lá deixei e agora quero voltar para, por uns dias, esquecer quem aqui me deixou. Não, dessa vez não vou tentar me matar. Não tenho pílulas nem disposição. No fim, eu sempre acabo, viva, na maca de um hospital. Confesso que isso já ficou cansativo. Nem penso em me jogar na frente de um ônibus ou atravessar a Paralela a passos lentos. Não, não quero morrer, porque semana que vem tem prova de Processos Básicos e na outra, finalmente, vou brincar com os ratinhos no laboratório. Biotério é o nome e não se fala “ratinhos” e sim sujeitos-experimentais - aprendi isso hoje na aula de Epistemologia. O ex? Até ontem às 21h era atual. Vai bem, obrigada. Gente boa. Gosto dele. Uma pena não ter mais com quem ir ao Bom Preço, porque, vamos combinar, mercado já é chato. Sozinha então é o ó! Eu? Vou ter que aprender a fazer café e mousse de maracujá. Ando cansada, com dor nas costas e com vontade de ficar rica. Pensei em me prostituir. Pegar só executivos de alto calão. Não os daqui. São feios e gordos. Os do Rio, talvez. Bonitos e sarados, que jogam futevolei no Recreio e na praia de Ipanema. Mas esses aí não precisam pagar por sexo. Têm de graça e quando quiserem. Idéia abortada. Falando em aborto, Luisa terá outro pai e Téo voltará a ser Miguel. E por falar em Rio, como eu queria estar lá tomando meu mingau. Aqui não tem mingau. Não como o de lá. O de lá tem uma porção mágica que me faz esquecer dos problemas.

Postado por Fina


segunda-feira, 12 de julho de 2010

No ginecologista

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Na verdade, nA ginecologista. Nunca me consultei com ginecologista homem. Sempre tive vergonha. Hoje, se tivesse de ir, iria, sem vergonha nenhuma, principalmente se fosse um recém-formado, cheirando a leite, bem gatinho. Adoro os novinhos. Eles costumam ser ótimos, dispostos e cheios de energia.

8h45 da manhã. Horário dos meus exames de ultra-sonografia (ou ultrassonografia?) transvaginal e da mama. Nunca tinha feito isso. Era uma médica, coroa, não muito bonita. Na verdade, nada bonita. Mas gente boa, como todas as ginecologistas que conheci. A que eu me consultava no Rio era linda, mas eu não pegaria. Acho que aquele jeitinho de "mulherzinha", aquela voz infantil, aquele jeito de filha única, que ela tinha (tem, porque ainda não morreu) me incomodava. Mas ela era bem atenciosa e enfiava aquele bico de pato com cuidado, para incomodar o mínimo possível.

Eu odeio esse tal de Papa Nicolau. Chego a me contorcer toda, de agonia, só de lembrar. A sensação daquela coisa abrindo e rodando dentro de mim, como se fosse me beliscar o útero. Gosto não. Mas eu bem gosto na hora do exame do toque, quando ela enfia a mão pra examinar o colo do útero. Mas o transvaginal... ah, o transvaginal! Aquele bastão com gelzinho gelado na cabecinha. Confesso que, por pouco, não dei uma gozada. A médica não cooperou. Gente boa, mas feia. Teve uma hora que eu fechei os olhos e comecei a imaginar que tinha alguém ali me comendo. Foi aí que eu quase gozei. Me senti Maria Clara Gueiros, em "Sexo com Amor".

A ultrasson da mama também é legal. O gelzinho gelado no biquinho e depois se espalhando pelos seios. Me arrepiei toda. Tenho seios sensíveis. Sou capaz de gozar com aquelas mamadinhas de leve. Adoro!

Os exames chegaram ao fim (uma pena, porque eu estava adorando). A parte chata foi ter que me limpar. Aquele gel lambuza tudo. Quase acabei com o rolo de papel-toalha da doutora.

Gostei, e muito. Melhor que masturbação!

Postado por Deby

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Hoje

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Hoje acordei covarde e preguiçosa.
Com vontade de me jogar do alto de um prédio.
Mas eu moro no primeiro andar.
Minha prima mora no décimo.
Deu preguiça de pegar um ônibus até lá.
Passou um caminhão.
Pensei em me atirar.
Fiquei com medo de me machucar.
Eu só queria poder voar.

Postado por Amanda

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O mais do mesmo

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Durante muito tempo fiquei sozinha. Desde 2005, quando terminei um namoro de 3 anos, nunca mais consegui ter um relacionamento estável. Cheguei a ficar noiva após esse relacionamento, mas confesso que foi algo precipitado, mais da parte dele que da minha.

Aconteceu no momento em que ele ficou sabendo que eu iria embora para um outro Estado e, talvez por medo de ficar sozinho, me pediu em casamento. Eu aceitei. Era apaixonada por ele. Mas nós estávamos juntos apenas há um ano, entre trancos e barrancos. No início ele não queria. Eu que fui atrás. Acho que acabei vencendo-o pelo cansaço.

Dois meses após o pedido, eu, já morando em outro Estado, mas com minha volta garantida, questão de tempo, mais precisamente um mês, decidi que não queria mais voltar e, consequentemente, não queria mais me casar.

Conheci outros caras interessantes, fiz novas amizades. Eu estava experimentando algo completamente novo: a liberdade. Terminei o noivado. Acho que foi um favor que fiz para mim e para ele, mas depois disso nunca mais consegui namorar ninguém. Não por falta de vontade, mas porque ninguém se interessava o bastante para isso.

Conheci Guilherme. Chegamos a ensaiar um namoro, mas ele era oito centímetros menor que eu e nós dois tínhamos vergonha da diferença de altura. A gente se gostava, mas não o suficiente para superar esse "problema". Terminamos, mas, felizmente, somos grandes amigos.

Depois dele, fui ficando com um aqui, outro ali e aí conheci um garoto de 19 anos (na época eu estava com 25). Depois de muito insistir, topei namorar com ele, mas, pela diferença de idade, estávamos em fases diferentes da vida. Não deu certo e eu já sabia que não duraria muito. Mas não custava arriscar, né?

Conheci Vicente. Paixão à primeira vista. Ele tinha namorada. Desisti logo que soube. Mas ele me procurou e com ele mantive um rolo de quase 3 anos. Nesse meio tempo eu "terminei" com ele algumas vezes. Uma das vezes foi para me relacionar com um colega de trabalho, por quem me apaixonei perdidamente, a ponto de quase enlouquecer, se é que não enlouqueci. Ele era casado e claro que não se separou para ficar comigo.

Pedi transferência para Salvador, reencontrei um antigo amor, mas ele estava noivo. Vivemos o que tínhamos que viver e seguimos nosso caminho. Ele continuou noivo e eu cada vez mais traumatizada com meu histórico de relacionamentos desastrosos. Mas "a vida é uma caixinha de surpresas".

No momento em que eu estava completamente fechada, recolhida no meu mundinho solitário, de certa forma confortável, sem sofrer, conheci um cara muito especial: livre, desimpedido e apaixonado por mim. Ele soube me conquistar. Estamos namorando, mas eu ando insegura, tensa, com medo de sofrer de novo. Tenho medo de muitas coisas. Acho que esqueci como é namorar alguém legal ou talvez não esteja preparada ou talvez esteja destinada a viver sozinha. Oh, quanto drama!
Quero minha mãe...