terça-feira, 5 de outubro de 2010

Primeira vez

.
Essa idéia de que a primeira vez tem que ser com alguém especial, numa ocasião especial já está bastante ultrapassada na minha opinião. Lembro-me bem de uma amiga que namorava um desses caras especiais. Bonito, família rica, não muito inteligente, mas era apaixonado por ela. Preparou todo um clima especial, mas na hora H eles ficaram nervosos e ele broxou.

Não acho que tem que ser planejado, mas é sempre bom andar com uma camisinha na bolsa. Nunca se sabe. Quem vê cara não vê DST. Tem que ser na hora que você estiver a fim, não interessa se o cara e o lugar sejam ou não especiais. Tesão não bate na porta. Já chega invadindo tudo. Quando você vê, a calcinha já está toda enxarcada e a boceta latejando. Hoje mesmo isso aconteceu no meio de uma palestra. A professora começou a falar de Freud e aí já viu. Freud lembra sexo e sexo lembra que eu estou há quase duas semanas sem dar direito. Comecei a sentir palpitações, taquicardia, me arrepiei toda e me lembrei da última vez com um cara que não vale à pena especificar. Namorei com ele só porque ele fodia muito gostoso. Da última vez ele me pegou de surpresa. E que pegada, gente! Me chamou no quarto e quando fui ver o que ele queria, já estava me esperando de pau duro. Me jogou na cama, arrancou minha roupa, rasgou minha calcinha e... ui... palpitações de novo. Melhor deixar essa pra depois.

A minha primeira vez foi um pouco tarde. Eu tinha 21 anos. Foi com meu namorado na época. Estávamos juntos há dois meses e ele não acreditava que eu era virgem. Nem eu acredito que fiquei tanto tempo sem sexo. Sexo é uma das melhores coisas do mundo. Só perde pra comer e pra fazer xixi, quando a bexiga está cheia. Aliás, fazer xixi quando a bexiga dói de tão cheia é como gozar. Já dizia Nelson Rodrigues: "o gozo é uma mijada". Ele sempre soube das coisas. Aqui, todas adoramos Nelson Rodrigues. Eu, desde os 12 anos, quando comecei a me masturbar.

O espertinho do meu namorado já tinha me dado um litro de vinho. Tomei tudo. Tudinho. Estávamos na Esplanada dos Ministérios, o maior fudódroo de Brasília. Não, minto. O cine drive-in, no autódromo, é o maior fudódromo de Brasília. Eu não dei na praça dos três poderes e nem dentro do carro. Foi num motel.

- Quero ir pro motel
- O quê?
- Sim, motel. Vamos?

Ele ficou assustado com a minha proposta. Eu mal o deixava encostar a mão na minha bunda, de repente peço pra ele me levar ao motel. Mal sabia ele que quando eu trabalhava na Colcci costumava me pegar com um outro vendedor dentro do provador, quando a loja já estava fechada ou, de manhã cedo, antes de abrir. A gente fazia de um tudo, só não rolava penetração. Até oral rolou uma vez. Outro dia eu conto essa.

Chegando ao motel, mal fechamos a porta e o bicho começou a pegar. Mão naquilo, aquilo na mão, bocas em ação e o barulho da embalagem da camisinha. Aí não deu outra. Ou melhor, deu. Eu dei. Pensem numa dor gostosa? Ele foi devagar, devagarinho até conseguir enfiar tudo. Não, eu não gozei. Sabia disso porque já tinha gozado outras vezes. Se aquele provador falasse...

O namoro durou três anos. Acabou porque acabou o tesão. Eu queria toda hora, mas ele não dava conta. Na primeira gozada ele já virava pro lado e dormia. Nem me esperava gozar.

Depois de cinco anos que terminamos eu já dei horrores e tirei todo o meu atraso. Primeiro porque eu demorei a dar e segundo porque dei três anos pro mesmo cara. Confesso que morro de vontade de dar uma chave de boceta nele.

Postado por Deby

Um comentário:

Nira disse...

Uau. Pra quem tá na seca há quase quatro meses feito eu o teu post e o fim da picada, rsrs!

Postar um comentário