quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sábado de manhã

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Explicando: Borracharia é o nome de um bar alternativo aqui em Salvador. Fica no Rio Vermelho e só toca músicas legais. Adoro!

Outro fim de semana, outra tragédia. Tá, não foi bem uma tragédia, mas podia ter tido um final melhorzinho.

Sexta passada fui com Deby à Borracharia. Ela, como sempre, se deu bem e eu fiquei horas paquerando um cara de chapéu e... nada. Sempre dava um jeito de passar perto dele, pra ver se ele me notava e... zero! Será que há algo de errado comigo, gente? Detesto homens "fortinhos", mas são os que sempre se aproximam de mim.

Voltemos ao cara do chapéu. Lá pelas tantas eu o vi caminhando em direção à saída e, no desespero, após 4 latinhas (ultimamente tem sido o máximo que consigo beber) fui atrás. Valia à pena. Ele era lindo, vocês não tem noção. Mas aí ele começou a dar em cima de uma loira. Por que sempre tem uma loira para me atrapalhar? Será que é verdade aquilo de que eles preferem as loiras e por isso é que eu estou sozinha? Mas Deby não é loira. Eu me recuso a pintar meu cabelo de loiro, mas ainda saio na noite com uma peruca loira, lisa e no meio das costas, pra ver se dá samba.

Quando percebi que ele estava dando em cima da loira, dei meia volta e fui dançar. Do meu lado, eis que surge um outro, estilo o Thiago de Érika, aquele que ela descreveu no seu último post. A diferença é que esse não era baixinho, nem barrigudinho. Lindo, gente! Mas eu fiquei na minha. Sei lá... ele também podia preferir as loiras.

Para a minha surpresa, ele foi se aproximando e me tirou para dançar. Dançamos desengonçadamente, conversamos, demos boas risadas. Papo vai, papo vem, dois pra lá, doi pra cá e... beijo! Ele me beijou! Fazia tempo que não ficava com ninguém.

Giovani era o nome dele. Ficamos juntos o resto da noite. Deby foi embora com o carinha que tinha conhecido e eu lá continuei com o gatinho.
Amanheceu o dia. Fomos caminhando até a praia. De repente um carro para do meu lado. Era o barman,aquele que tira a Bárbara do sério. Com razão. O cara é uma delícia. Estacionou, desceu do carro, me abraçou, me deu um beijo na testa e foi embora.

Fiquei com Giovani até umas 6h30.

- Tenho que ir
- Vou com você
- Não, não vai. A faxineira vai chegar lá em casa daqui a pouco
- E daí?
- E daí que eu não quero que ela chegue e você esteja por lá
- O que tem? Você deve alguma satisfação para ela?
- Melhor cada um ir para a sua casa
- Não precisamos fazer nada que você não queira. Não vou te forçar a nada

Homens... todos vem com esse papinho, mas nós sabemos que não é assim que funciona. De um jeito ou de outro eles sempre conseguem o que querem - a carne é fraca... se ele viesse pra casa comigo ia acabar rolando e a faxineira ia atrapalhar tudo. Estava muito em cima da hora para desmarcar com ela. E eu também não estou mais no clima de transar com um cara que acabei de conhecer. Cansei disso, gente. Cansei. Tenho dito isso com bastante frequência, inclusive (ainda não me acostumei com a ausência do trema. A palavra fica estranha).

- Não. Eu vou para a minha casa e você para a sua (Eu sei que o correto é eu vou à minha casa e você à sua, porque quem vai vai "a"... e blá, blá, blá... mas é português coloquial, vocês me entendem, né?)

Enfim... no final decidimos (eu decidi e a ele só restou concordar) que cada um seguiria o rumo de casa. Eu vim de táxi e ele foi de ônibus. Ele mora na Pituba e eu no Campo Grande. Estávamos no Rio Vermelho. Não tinha nem como um acompanhar o outro (caminhos opostos).

- Como eu faço para te ver de novo?
- Simples! Te dou meu telefone e você me liga.
- Eu estou sem meu celular e não tenho nada aqui para anotar. Você tem?
- Não. Me dê o seu número e eu disco para ele agora. Aí, quando você chegar em casa, meu número vai estar lá.
- Tudo bem.

Gravei o número dele e disquei. Alguém atendeu. Estranho, pensei. De repente caiu direto na caixa postal. É... foi isso, pensei de novo.

Nos despedimos (eu sei que não se começa uma frase com pronome oblíquo, mas é que soa melhor) e em seguida, assim que viramos as costas um para o outro, toca meu celular. Era o número que ele havia me passado. Não atendi. Fiquei receosa, com vergonha, sei lá. Tocou mais duas vezes e em nenhuma das duas eu atendi. Será que ele me passou o número errado? Devo ligar, então, para tirar isso a limpo? Será que o nome dele era Giovani mesmo? Será que era o número dele e a namorada atendeu? Será que ele é casado?

Gostei dele. Gostei mesmo. Mas acho que o que aconteceu terminou ali, no momento em que nos demos as costas para seguirmos nossos caminhos.

O que vocês acham?
Postado por Renata

7 comentários:

Tay disse...

Acho q vc deve esperar pra ver no que dá...Mais volta aki pra contar ta bom????
bjjjjjjjjjjjjjjj

Páginas da minha vida disse...

faz o seguinte: liga de outro telefone sem ser o celular que vc gravou no dele, e inventa que é de telemarketing,procurando por ele.aí se uma mulher atender,fala:

- ah, a senhora é esposa dele?

aí, vc vai descobrir na hora! é batata esse truque! várias amigas minhas já fizeram, e deu certo :D


bjs

Mais um imundo no mundo impuro. disse...

Será que acabou mesmo ali? Pode continuar depende só de vocês!

Abraços!

¤*Daia*¤ disse...

voto na mesma coisa que disse "páginas da minha vida". Inventa uma coisa decente... que é telemarketing da... hããã... do santander, que seja! Que vc quer oferecer o cartão de crédito... ou qualquer coisa que seja fácil inventar caso a pessoa que atenda diga que pode ser com ela mesma... hauahauahau!

Marcello M. disse...

que medo do que essas mulheres inventam quando querem psicopatear.
adorei as auto-correções.

Louise Cibelle disse...

Por que não se começa uma frase com pronome oblíquo?

O Clube das Calcinhas disse...

Regras gramaticais... quem entende?

Beijo,
Calcinhas

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